Leitura na infância é o maior diferencial no desenvolvimento

O hábito de ler tem um papel importante na formação de crianças e adolescentes

17 abr 2026 - 15h42

Hábito de leitura impacta aprendizado e habilidades socioemocionais ao longo da vida

Apenas 52% da população acima de 5 anos é considerada leitora no Brasil, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro. O número mostra que aprender a ler ainda não significa formar leitores — e evidencia a importância de ambientes que estimulem esse hábito desde cedo.

Foto: Revista Malu

Nesse contexto, entre crianças e jovens, a escola segue como principal espaço de incentivo ao contato com os livros.

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Políticas públicas em foco sobre a leitura na infância

Esse papel também começa a ganhar força no campo das políticas públicas. O tema aparece no novo Plano Nacional de Educação (PNE 2026-2036), que inclui metas específicas de letramento e prevê monitoramento periódico. A proposta estabelece, entre outros pontos, o avanço da alfabetização na idade adequada, mas especialistas apontam que o desafio vai além da aprendizagem do código escrito.

"A literatura é a tecnologia mais antiga de desenvolvimento humano que existe. Quando uma criança lê, ela não está apenas decodificando palavras, ela está aprendendo a imaginar, a questionar e a se colocar no lugar do outro", afirma Marcelo Tavares, diretor-geral do Colégio Sigma. Para ele, o contato frequente com livros desde a infância amplia horizontes e contribui para a formação de indivíduos mais críticos e conscientes.

Na prática, educadores diferenciam alfabetização, que é a capacidade de ler e escrever, do letramento literário, que envolve interpretação, repertório e relação com o texto. É essa segunda dimensão que ainda aparece de forma desigual na formação dos estudantes, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade social.

"A leitura na infância impacta diretamente o desenvolvimento acadêmico e emocional. É uma base que acompanha o aluno ao longo de toda a trajetória escolar", conclui o diretor. Segundo especialistas, esse estímulo contínuo também fortalece a autonomia, a criatividade e a capacidade de argumentação ao longo da vida.

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