Cate Blanchett deu mais um passo decisivo na sua cruzada contra o uso não regulado da Inteligência Artificial. A atriz e produtora australiana apresentou, no Parlamento Europeu, o Human Consent Registry (Registro de Consentimento Humano, em tradução literal). Trata-se de uma plataforma gratuita que permite a qualquer pessoa proteger sua identidade do treinamento de modelos de IA.
Desenvolvida pela ONG RSL Media, cofundada por Blanchett e apoiada por nomes como Meryl Streep, Tom Hanks e Viola Davis, a ferramenta parte da premissa de que a imagem de um indivíduo é sua propriedade intelectual. "Todas as pessoas têm o direito de decidir como a tecnologia pode ou não utilizá-la", defendeu a atriz durante um evento no Parlamento Europeu, em Bruxelas.
Como funciona a ferramenta gratuita de Cate Blanchett?
Disponível inicialmente para residentes dos Estados Unidos e da União Europeia, a plataforma funciona de maneira simples e intuitiva:
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Cadastro de perfil: o usuário preenche dados biográficos (nome, profissão e links de redes sociais ou sites oficiais).
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Sistema de semáforo: a pessoa escolhe seu nível de permissão entre Proibido (Vermelho), Permitido com Termos (Amarelo) ou Permitido (Verde).
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ID de Consentimento Humano: ao finalizar, o usuário recebe um código identificador. Dessa forma, os sistemas de IA podem consultar para verificar se têm autorização para usar aqueles dados.
A proteção abrange nome, voz, imagem, aparência, movimentos e características pessoais marcantes. No futuro, a ONG já revelou que pretende expandir a ferramenta para proteger também obras de arte, personagens e marcas.
Artistas em guerra contra a IA desregulada
O lançamento do registro reforça um movimento crescente na indústria do entretenimento contra o uso de dados sem autorização e remuneração para empresas de tecnologia. Recentemente, a cantora SZA criticou publicamente a descoberta de que mais de 200 de suas músicas foram usadas sem consentimento para treinar IAs, enquanto o ator Matthew McConaughey chegou a registrar como sua voz, imagem e o famoso bordão "alright, alright, alright" como sua marca.
Embora o Human Consent Registry ainda não possua um mecanismo legal de fiscalização direta para punir empresas que descumprirem as escolhas dos usuários, a iniciativa estabelece um marco de transparência e cria um padrão ético fundamental na era digital. Em suma, a ferramenta coloca a vontade humana de volta no centro das discussões sobre o avanço tecnológico!