Pensando em mudar a cor do quarto? Confira as tonalidades que valorizam o ambiente

Cores claras, verdes, azuis e terrosas aparecem entre as opções para quem deseja renovar a atmosfera do dormitório

29 set 2026 - 17h32
Resumo
A escolha das cores para o quarto deve priorizar o conforto e a iluminação. Segundo arquitetos, a tendência substitui o branco frio por neutros aquecidos, como areia e greige. O verde e o azul surgem como opções versáteis para criar profundidade e tranquilidade, enquanto tons terrosos trazem calor e acolhimento. Para quartos pequenos, a dica é equilibrar a luminosidade e apostar em pontos focais, como a parede da cabeceira, permitindo o uso seguro até de nuances mais escuras.

O quarto é um dos ambientes em que o conforto e o bem-estar têm grande importância. Por isso, a escolha das cores merece atenção, já que as tonalidades das paredes podem contribuir para criar uma atmosfera mais tranquila e acolhedora.

A escolha da tinta deve considerar não apenas o gosto do morador, mas também a iluminação e os demais elementos do projeto
A escolha da tinta deve considerar não apenas o gosto do morador, mas também a iluminação e os demais elementos do projeto
Foto: Guilherme Pucci | Projeto: BMA Studio / Portal EdiCase

Além das preferências do morador, também é importante considerar como a escolha irá se relacionar com a iluminação e os demais elementos do ambiente, contribuindo para uma composição equilibrada. À frente de seus escritórios, o arquiteto Bruno Moraes, do BMA Studio, e as arquitetas Danielle Dantas e Paula Passos, do Dantas & Passos Arquitetura, apontam os caminhos para optar pela melhor cor para o quarto. Confira!

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Caminho sem erro: tons claros

O fundo claro ajuda a valorizar itens maiores e menores no dormitório
Foto: Henrique Ribeiro | Projeto: Dantas & Passos Arquitetura / Portal EdiCase

Segundo os profissionais, cores neutras continuam como as alternativas mais seguras quando a intenção é desfrutar de um décor leve e com uma base fácil de associar com os demais elementos presentes.

Entretanto, a diferença está na mudança de rota: ao invés do branco muito frio ou dos cinzas azulados que predominaram nos últimos anos, a paleta atual abre espaço para off-whites abertos, areia, bege e greige (mistura de cinza com bege), que acrescentam calor sem pesar muito.

"Essas nuances funcionam muito bem, pois oferecem a versatilidade para valorizar a personalidade do ambiente em itens de maior porte, como a marcenaria, e peças menores, como o enxoval de cama e objetos decorativos", contextualiza a dupla da Dantas & Passos Arquitetura, que argumenta sobre a preferência por tons neutros aquecidos por adicionarem conforto sem o aspecto excessivamente branco.

Definitivamente, o verde nunca é um erro

O verde pode trazer mais vivacidade ao dormitório
Foto: Guilherme Pucci | Projeto: BMA Studio / Portal EdiCase

Para os moradores com desejo de arriscar com parcimônia - sem recorrer a uma cor muito intensa -, Bruno Moraes indica os gradientes de verdes como possibilidades de baixo risco, especialmente em referências como o sálvia, oliva e outras variações mais fechadas com potencial de dialogar com a madeira, palha e linho.

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"O verde é versátil, pois pode assumir diferentes características a depender da tonalidade. Ao mesmo tempo que entrega delicadeza e luminosidade, uma nuance mais fechada propicia uma atmosfera envolvente e, para ambas propostas, é fundamental avaliar a iluminação natural que o quarto recebe", orienta.

O azul é envolvente

A combinação de diferentes tons de azul ajuda a criar profundidade e personalidade sem deixar o quarto visualmente pesado
Foto: Mariana Orsi | Projeto: BMA Studio / Portal EdiCase

O arquiteto Bruno Moraes sugere que os azuis mais fechados são interessantes quando a intenção é entregar profundidade e, para tanto, a estratégia pode considerar uma combinação de tons. "Adoto uma superfície a ser destacada e as demais paredes podem receber nuances mais claras. Assim consigo adicionar personalidade sem carregar na cor", exemplifica.

E os tons terrosos?

Dos clássicos aos populares, como areia, argila, terracota suave, rosados queimados e marrons, a gama é muito bem-vinda quando o objetivo é deixar o dormitório mais quente. Para tanto, Danielle Dantas e Paula Passos orientam que não é preciso aplicar um terracota muito forte. "Com as variações já mencionadas, o caramelo e rosados queimados prometem um aconchego super delicado", relatam.

Quartos pequenos: quais tons usar?

Em dormitórios compactos, as cores claras ajudam a manter uma sensação visual mais aberta, mas isso não significa que os tons escuros sejam proibidos. "O segredo está no equilíbrio da composição e na quantidade de luz disponível", afirma Bruno Moraes.

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Danielle Dantas e Paula Passos seguem a mesma linha: "Uma parede colorida adiciona um ponto focal no projeto e a face onde está a cabeceira é uma possibilidade bastante natural, já que concentra a cor em uma superfície que já possui uma função visual importante", finalizam.

Por Emilie Guimarães

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