"Como posso ser verdadeiro se não projeto uma sombra? Preciso ter também um lado sombrio se quiser ser completo." Essa frase é de Carl Jung, psiquiatra e pai da psicanálise. Ela é uma metáfora crua e direta para mostrar que, na verdade, quando você se apresenta ao mundo como alguém sem defeitos, acaba sendo menos autêntico e enganando a si mesmo.
Segundo a psicologia analítica de Jung, a sombra é um dos principais arquétipos do inconsciente coletivo. "A figura da sombra personifica tudo aquilo que o indivíduo não reconhece em si e que, ainda assim, o obriga repetidamente, de forma direta ou indireta", explicava o psiquiatra.
Essa sombra de que Jung fala não é a escuridão em si, mas tudo aquilo que existe dentro de nós e que preferimos não encarar. Jung chamava de sombra tudo o que não queremos ver em nós mesmos: nossos medos, impulsos ou desejos que nos envergonham, além daqueles traços de personalidade que consideramos inferiores.
A sombra de Jung não representa "o mal" em um sentido moral, mas simplesmente a parte de você que foi rejeitada, reprimida ou ignorada porque não se encaixava na imagem que queria transmitir ou nas expectativas dos outros.
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