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Câncer no cérebro: os sinais e o tratamento da condição de Oscar Schmidt

O ídolo do basquete nacional, que faleceu na última semana aos 68 anos, lutava desde 2011 contra um glioma, tipo de câncer localizado na parte frontal esquerda do cérebro

22 abr 2026 - 14h05

O Brasil e o mundo do esporte se despediram na última sexta-feira (17) de Oscar Schmidt, o ídolo do basquete nacional, aos 68 anos. O ex-jogador, que faleceu em decorrência de uma parada cardiorrespiratória, encerra uma trajetória marcada ainda por uma batalha de quinze anos contra um tumor cerebral. A notícia comoveu fãs e atletas, trazendo à tona a discussão sobre a complexidade do diagnóstico e dos cuidados com o sistema nervoso central.

Oscar Schmidt lutava desde 2011 contra um glioma, tipo de câncer localizado na parte frontal esquerda do cérebro
Oscar Schmidt lutava desde 2011 contra um glioma, tipo de câncer localizado na parte frontal esquerda do cérebro
Foto: Buda Mendes/Getty Images / Bons Fluidos

A condição de Oscar Schmidt

Segundo a Sociedade Brasileira de Radioterapia, o câncer no cérebro abrange diferentes tipos de tumores que exigem cuidados específicos. Entre os casos primários, os gliomas são os mais frequentes. Eles surgem nas células que protegem os neurônios. A agressividade desses tumores define se o tratamento envolverá cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Além disso, o tempo do diagnóstico influencia diretamente o tipo de intervenção escolhida.

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Entretanto, a identificação precoce ainda é o maior desafio para os médicos devido aos sintomas inespecíficos. Sinais como dores de cabeça persistentes, convulsões e alterações motoras podem ser confundidos com outras doenças comuns. Por isso, o radio-oncologista Gustavo Nader Marta, ex-presidente da SBRT, alerta que a ocorrência de perda de força ou crises convulsivas, juntamente com esses sintomas, devem sempre acender um sinal de alerta para a possibilidade de um tumor cerebral.

Quando ocorre a descoberta cedo, então, a radioterapia exerce um papel fundamental no controle da doença e no alívio de sintomas. De acordo com o profissional, a técnica ajuda diretamente a devolver bem-estar ao paciente. "A abordagem contribui para o controle da doença, alívio dos sintomas neurológicos e melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Principalmente quando a cirurgia não é uma opção viável e de forma complementar a cirurgia em algumas situações", esclarece.

Já nos casos de metástases cerebrais, quando o câncer se espalha para o cérebro a partir de outros órgãos, o tratamento precisa ser individualizado. Para lesões pequenas, a técnica de radiocirurgia é a mais indicada por ser precisa e preservar o tecido saudável ao redor da área afetada. "Quando as metástases são pequenas, especialmente com até 3 cm, a melhor técnica é a radiocirurgia estereotáxica", afirma.

Cura e qualidade de vida

Apesar dos avanços tecnológicos, a cura definitiva para alguns tipos de tumores cerebrais permanece difícil. O radio-oncologista Eduardo Weltman, que também presidiu a SBRT, detalha as limitações atuais. "Embora alguns desses tumores respondam bem à radioterapia e à quimioterapia, esta resposta frequentemente não leva à cura dos pacientes. E uma vez não curados, a progressão desses tumores, comprimindo e infiltrando estruturas nobres, pode acabar sendo fatal", explica o especialista.

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O uso de tecnologias modernas tem permitido maior precisão no tratamento, reduzindo efeitos colaterais. O objetivo final, então, é interromper o avanço do tumor e manter a funcionalidade do paciente. Especialistas ainda ressaltam que o planejamento envolve exames rigorosos para definir o volume exato da radiação. A meta é garantir que o paciente viva com a melhor qualidade de vida possível diante do quadro.

*Texto feito com informações da SENSU Consultoria de Comunicação

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