Trancinhas no cabelo dão efeito de face lifting, como disse Anne Hathaway?

25 mar 2026 - 04h57
 Anne Hathaway usa truque trança para dar efeito de face lifting
Anne Hathaway usa truque trança para dar efeito de face lifting
Foto: Reprodução/Instagram

O visual sofisticado exibido por Anne Hathaway no Oscar 2026 chamou atenção não apenas pela elegância, mas também por um detalhe curioso: pequenas trancinhas estrategicamente posicionadas para criar um efeito de “lifting” no rosto. A técnica, desenvolvida em parceria com o cabeleireiro Orlando Pita, viralizou nas redes sociais como um possível truque de beleza rápido, mas especialistas fazem alertas importantes.

De acordo com o dermatologista Lucas Miranda, o efeito existe, mas está longe de ser uma solução estética segura ou duradoura. “As trancinhas muito apertadas podem, sim, produzir um efeito visual imediato semelhante a um ‘lifting’, especialmente nas regiões da testa e das têmporas, por promoverem tração mecânica da pele”, explica.

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Apesar do resultado instantâneo, ele reforça que se trata de algo passageiro. “Esse efeito é exclusivamente temporário e desaparece assim que o penteado é desfeito”, afirma o médico.

Mais do que isso, o uso frequente da técnica pode trazer consequências indesejadas. “Do ponto de vista médico, essa prática não é recomendada como estratégia estética, pois a tração repetida pode levar à alopecia por tração, um tipo de queda de cabelo potencialmente permanente, além de causar dor, inflamação e sensibilidade no couro cabeludo”, alerta.

Outro truque que costuma ser associado ao efeito lifting imediato é o uso de fitas adesivas na pele, comum em produções de moda e fotografia. Segundo o especialista, o mecanismo é semelhante. “A aplicação de fita adesiva pode reposicionar mecanicamente os tecidos e gerar um efeito momentâneo. No entanto, é superficial e não promove qualquer benefício biológico ou estrutural para a pele”, destaca.

Ele ainda chama atenção para os riscos. “Entre os problemas possíveis estão dermatite de contato, irritações, alergias e até lesões cutâneas, principalmente em peles sensíveis ou que já fazem uso de ácidos ou retinoides.” Por isso, o uso frequente também não é indicado, já que pode comprometer a barreira natural da pele.

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Para quem busca resultados mais consistentes e seguros, a recomendação é apostar em procedimentos realizados por profissionais qualificados. As opções não cirúrgicas incluem técnicas modernas com bons resultados. “A forma segura não cirúrgica inclui procedimentos como Fios APTOS e o Ultraformer. Esses métodos apresentam bons resultados com baixo risco quando bem indicados, além de não exigirem afastamento das atividades”, explica.

Já nos casos de flacidez mais avançada, a cirurgia ainda é considerada a alternativa mais eficaz. “O lifting facial cirúrgico proporciona resultados mais duradouros e estruturais, atuando não apenas na pele, mas também nas camadas musculares e de sustentação da face. Como qualquer cirurgia, envolve riscos e deve ser realizado por um cirurgião plástico experiente, com avaliação prévia adequada”, conclui.

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