Super Bowl 26: todos os detalhes dos looks de Lady Gaga e Bad Bunny

9 fev 2026 - 11h44

Bad Bunny, que há uma semana ganhou o Grammy de melhor álbum por "Debí Tirar Más Fotos", fez um show histórico durante a final do Super Bowl, no Levi's Stadium, em Santa Clara, na Califórnia. Em cerca de 13 minutos, deu um recado poderoso sobre a união dos países das Américas. Entre os convidados, além de Ricky Martin, Lady Gaga se juntou ao músico para cantar, em ritmo caribenho, "Die With a Smile", como se fosse uma cantora contratada para uma festa de casamento.

Rick Martin, Bad Bunny e Lady Gaga nos bastidores do Super Bowl
Rick Martin, Bad Bunny e Lady Gaga nos bastidores do Super Bowl
Foto: Reprodução/@Instagram/ @rick_martin / Elas no Tapete Vermelho

Para a apresentação, a cantora usou um vestido plissado azul-claro, com babados na saia. Para completar, um broche com flor de maga — considerada a planta nacional de Porto Rico, terra natal de Bad Bunny (Benito Antonio Martínez) — com um cacho branco finalizando o acessório. Ou seja, fez uma homenagem explícita com as cores da ilha caribenha, que é um território não incorporado dos Estados Unidos.

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O vestido foi desenhado pelo estilista dominicano-americano Raul López e feito sob medida pela grife Luar. O styling foi assinado pela dupla Chloe e Chenelle Delgadillo. A saia contém três camadas de babados sobrepostos, com a parte da frente mais curta, o que conferiu movimento à apresentação da cantora ao lado do artista.

Para complementar, Lady Gaga usou joias Chopard e sapatos vermelhos. A cor, aliás, também apareceu nos lábios da cantora, levando um ponto de cor ao make nude. Ela manteve as sobrancelhas apagadas e deixou os cabelos loiros com ondas.

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O look de Bad Bunny no Super Bowl

Bad Bunny usou um look off-white assinado pela Zara, com calça amarrada por cordões, camisa, gravata e uma peça sobreposta com ombreiras e o número 64 em relevo, em referência ao ano de nascimento de sua mãe, Lysaurie Ocasio. O sobrenome da mãe, que também faz parte de seu nome, estava grafado na parte de trás. As ombreiras eram claramente inspiradas nos uniformes dos times da NFL. Nos pés, Benito usou o tênis que assinou em parceira com a Adidas, o BadBo 1.0, lançado nesta segunda-feira (9).

A escolha da Zara causou surpresa, já que o artista costuma usar grifes de luxo. No Grammy, por exemplo, elegeu um look Schiaparelli. Também chamou atenção a cor clara, que não costuma fazer parte de seu repertório fashion. Ainda assim, é uma tonalidade muito comum em territórios caribenhos, usada por homens por causa do calor. O branco também foi a cor escolhida por Ricky Martin,  que cantou "Lo que le pasó a Hawaii", uma das músicas mais políticas de Bad Bunny.

Houve críticas pelo fato de ele ter optado por uma fast fashion espanhola, país que teve várias nações da América Latina como colônia por séculos, além de a Zara já ter sido acusada, em diferentes ocasiões, de empregar trabalhadores em condições análogas à escravidão. De qualquer forma, o look se destacou durante a apresentação, inclusive com o blazer usado por cima das peças com ombreiras, criando grande volume na região dos ombros.

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Nada, porém, tirou a grandiosidade do show de Bad Bunny, cercado por um cenário de cana-de-açúcar, barracas de piraguas (algo parecido com a nossa raspadinha), típicas de Porto Rico, além de pontos de venda de bijuterias de prata. O espetáculo foi todo cantado e falado em espanhol, com exceção da participação de Lady Gaga. Nada de brilho extremo. Uma grande festa caribenha e latino-americana.  Claro que Donald Trump não gostou. E daí?

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