Pesquisa revela como a Geração Z define seus looks para festivais

7 ago 2026 - 10h55
Resumo
Uma pesquisa do InstitutoZ revelou que 78% da Geração Z no Brasil planeja o look antes de festivais, e 57% compram roupas novas para essas ocasiões. Esses eventos são vistos como momentos de expressão pessoal e conexão cultural. O preço das peças influencia escolhas, e brechós e plataformas digitais também ganham espaço na montagem dos visuais. 🎵✨

Os festivais não começam quando os portões se abrem: para muita gente da Geração Z, eles começam diante do espelho! Um levantamento mostra que 78% deles planejam o look antes do evento, enquanto 57% compram roupas novas para a ocasião.

Fotos: Divulgação/Rock in Rio
Fotos: Divulgação/Rock in Rio
Foto: todateen

Os dados fazem parte de uma pesquisa inédita do InstitutoZ, núcleo de pesquisa da Trope-se, consultoria de novas gerações. O estudo revela como os jovens brasileiros reorganizam o consumo de moda.

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Em um período cheio de festivais, comprar roupas deixou de ser apenas uma decisão funcional. A escolha também envolve identidade, pertencimento, referências culturais e vontade de viver uma experiência marcante.

Festivais viram palco para o público mostrar seu estilo

Em festivais como João Rock, Lollapalooza e Rock in Rio, o look ganhou um papel importante. A produção escolhida ajuda a comunicar personalidade, preferências musicais e até o grupo com o qual você se identifica.

Cada evento tem uma atmosfera própria, e isso influencia diretamente as escolhas de moda. Para quem vai a festivais, o visual pode ser mais colorido, confortável, ousado ou inspirado em certo artista. O importante é criar uma produção que combine com o rolê e faça sentido quem usa.

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Foto: Divulgação/Rock in Rio. / todateen

A pesquisa mostra que a Geração Z dificilmente compra pensando apenas em montar um guarda-roupa para longo prazo. O consumo acompanha experiências específicas, como festivais, viagens, festas e encontros.

É aquele look pensado para o show, para as fotos e para os vídeos que provavelmente vão aparecer no feed. No fim, festivais também funcionam como espaços de expressão pessoal!

Como a Gen Z escolhe o look dos festivais

Mesmo com o desejo de criar uma produção especial, o preço continua sendo decisivo. Segundo o levantamento, 76% da Geração Z mais velha, entre 26 e 30 anos, ainda não alcançou estabilidade financeira.

Ainda assim, 65% compraram roupas, calçados ou acessórios na Black Friday. A categoria ficou atrás apenas de eletrônicos, com 39%, e superou supermercados, com 36%, beleza, com 58%, e viagens, com 7%.

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A busca pelo menor preço também aparece na preparação para festivais. Os jovens comparam valores em marketplaces, redes sociais e grupos que compartilham ofertas.

Foto: Divulgação/Rock in Rio. / todateen

Por isso, plataformas como Shein, Shopee, Temu, AliExpress, TikTok Shop e Kwai Shop ganharam espaço. Juntas, elas representam 41,5% do market share do e-commerce brasileiro, segundo o InstitutoZ.

A escolha não depende apenas da marca. Preço, variedade, experiência digital, rapidez e facilidade para encontrar tendências também entram nessa conta.

Quando o assunto é festival, essa lógica fica ainda mais evidente. A pessoa pode pesquisar uma peça para um evento específico e não necessariamente continuar comprando daquela marca depois.

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Festivais mudam a relação com as marcas

A fidelidade a uma marca específica perdeu espaço entre os jovens. O consumo acompanha diferentes ocasiões e versões de uma mesma pessoa.

Para cada festival, pode existir uma proposta visual diferente. Um evento de rock pede uma combinação, enquanto um festival de música brasileira pode inspirar outra estética.

Luiz Menezes, CEO da Trope-se, explica que o preço influencia diretamente essa falta de fidelidade. "Para além disso, é uma dicotomia comportamental entre pensar no próprio futuro e poupar, com o desejo de fazer parte de tendências atuais, com a sensação de que o fim do mundo não é mais longínquo devido a um contexto de policrises puxado pelo alto consumo de informação e conteúdos. É um consumo muito mais conectado à cultura da internet do que ao varejo tradicional", afirma.

Essa dinâmica aparece antes mesmo da compra. O jovem salva referências, acompanha criadores, compara valores e monta combinações inspiradas em artistas.

Assim, os festivais começam nas redes sociais e terminam na pista, diante do palco. O processo também pode incluir peças customizadas, trocas entre amigos e mix com itens que já estavam no armário.

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Onde a Geração Z encontra inspiração

O Instagram aparece como principal plataforma de descoberta de marcas, citado por 87% dos entrevistados. O TikTok vem logo depois, com 80%. Além disso, 59% já compraram diretamente pelo Instagram. No TikTok, esse número chega a 46,5%, transformando as redes em vitrines e lojas ao mesmo tempo.

Foto: todateen

O Google passa a funcionar mais como ferramenta de validação. Muitas descobertas acontecem primeiro em vídeos, posts, recomendações e conteúdos publicados por outros usuários. No caso de festivais, isso faz bastante sentido. Você vê uma produção em um vídeo, adapta a ideia ao seu estilo e procura peças parecidas em poucos cliques.

O visual de artistas também influencia bastante. Figurinos usados em shows, clipes e apresentações podem virar referência para quem está montando a própria produção. Por isso, os festivais ajudam a acelerar tendências. Uma peça vista no palco pode aparecer rapidamente em vídeos, buscas e publicações de outros fãs.

Brechós também entram no radar

Comprar roupas novas não é o único caminho para montar uma produção. Brechós e plataformas de revenda também disputam a atenção da Geração Z.

Segundo o ThredUp Resale Report 2026, Geração Z e Millennials responderão por 71% do crescimento global do mercado de revenda até 2030. Já o WGSN Barometer 2024 indica que 40% da Geração Z mundial comprou em brechós ou plataformas de revenda no último ano.

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Esse movimento reforça a busca por alternativas mais acessíveis e diferentes. Uma jaqueta garimpada pode ser tão importante quanto uma peça recém-lançada.

Para festivais, o brechó ainda oferece possibilidades de customização. Você pode ajustar uma camiseta, aplicar patches, transformar uma calça ou combinar itens de décadas diferentes. O resultado costuma ser mais pessoal e menos parecido com produções prontas. Afinal, festivais também são oportunidades para testar estilos sem seguir tantas regras.

No fim, a preparação revela uma geração que quer curtir, se expressar e encontrar boas oportunidades. O look pode ser novo, usado, customizado ou emprestado. O mais importante é fazer sentido para você, para o rolê e para a história que pretende viver quando a música começar. E, nos festivais, essa história também passa pelo que você escolhe vestir!

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