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Ana Terra Blanco abre o coração sobre o luto e a saudade da irmã, Lua Blanco: 'Meu anjinho'

Atriz compartilhou lembranças da irmã, que morreu aos 39 anos, e emocionou ao recordar o carinho que ela tinha pelos sobrinhos

6 nov 2026 - 17h01
Resumo
Ana Terra Blanco usou as redes sociais para desabafar sobre o luto e homenagear a irmã, Lua Blanco, falecida aos 39 anos em 18 de outubro, vítima de câncer no intestino. Como forma de lidar com a dor, Ana revelou que escolhe focar em memórias afetivas felizes, recordando momentos da adolescência e destacando a forte ligação de Lua com a família e os sobrinhos, em especial com sua filha Gaia, para quem a artista atuava como uma presença constante e afetuosa, quase como uma madrinha espontânea.

A saudade de quem partiu pode se manifestar de diferentes maneiras. Para Ana Terra Blanco, de 37 anos, recordar os momentos felizes ao lado da irmã, Lua Blanco, tem sido uma forma de manter viva sua presença. Nesta sexta-feira (6), a atriz e cantora compartilhou um vídeo nas redes sociais em que falou sobre o luto e a importância das memórias afetivas.

Ana Terra Blanco se emociona ao falar sobre o luto pela irmã, Lua Blanco, e relembra momentos especiais da cantora com a família
Ana Terra Blanco se emociona ao falar sobre o luto pela irmã, Lua Blanco, e relembra momentos especiais da cantora com a família
Foto: Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

Lua morreu em 18 de outubro, aos 39 anos, cerca de dois meses depois de receber o diagnóstico de câncer no intestino. Desde então, Ana tem buscado encontrar conforto nas histórias que as duas construíram juntas, especialmente nas lembranças familiares.

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Ana Terra Blanco fala sobre a saudade da irmã

Durante o vídeo publicado no Instagram, Ana Terra refletiu sobre como deseja se lembrar de Lua. Em vez de concentrar seus pensamentos apenas na ausência, a atriz contou que procura valorizar as experiências que compartilharam ao longo da vida.

"Eu penso que é uma escolha, sabe? Do que pensar. E como direcionar esse pensamento para ela. Se eu vou querer ficar pensando de um modo pesado, né? 'Ai, ela não está mais aqui, que saudade'. Ou se eu escolho pensar: 'Ai, está aqui o meu anjinho, ela está em tudo. Tudo o que eu faço'. Tantas memórias deliciosas para lembrar", declarou.

A atriz também resgatou uma recordação divertida da adolescência da irmã. Segundo ela, uma música de pagode fez parte daquela época e era frequentemente cantada para Lua. "A música que foi mais cantada para a Lua na adolescência dela… 'Lua vai iluminar os pensamentos dela. Fala para ela que sem ela eu não vivo'", contou.

Ao revisitar essas histórias, Ana mostrou como pequenos detalhes, como uma canção ou uma fotografia antiga, podem despertar lembranças especiais de alguém que já não está presente fisicamente.

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O carinho de Lua Blanco pelos sobrinhos

Entre as recordações compartilhadas, uma das mais marcantes envolve o aniversário de dois anos de Gaia, filha de Ana Terra, que está prestes a completar oito anos. A atriz explicou que recebeu da cunhada algumas fotografias daquela comemoração, realizada quando a família morava em São Paulo. As imagens trouxeram de volta lembranças de um encontro que reuniu irmãos, sobrinhos e outros familiares.

"E aí vêm lembranças, né? Da época. Ela foi até São Paulo, que a gente estava morando lá na época. Ela foi, levou meus sobrinhos, Téo, Serena, foi o meu irmão também. E foram momentos tão lindos, todo mundo junto, bagunça, caos, alegria", recordou.

Ana também destacou a relação afetuosa que Lua mantinha com as crianças. Sempre disposta a brincar, a cantora conquistava os sobrinhos com sua espontaneidade e atenção. Em uma das lembranças, contou que a irmã chegou a fazer tranças nas crianças durante a festa. 

O gesto simples permaneceu na memória da família e representa, para Ana, a maneira carinhosa como Lua se relacionava com os pequenos. "Ela marcou tão forte a vida deles que até hoje: 'Tia Lua, Tia Lua' eles sempre perguntam. Ela tinha um jeito de conquistar, assim, a criançada então, ela brincava muito. Ai, como ela queria ter filho", disse.

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'Ela simplesmente foi a mais presente'

Um dos momentos mais emocionantes do relato aconteceu quando Ana Terra falou sobre a proximidade entre Lua e sua filha Gaia. De acordo com a atriz, a irmã desenvolveu um vínculo tão especial com a menina que acabou ocupando espontaneamente o lugar de madrinha, mesmo sem ter recebido oficialmente esse título. "Ela foi madrinha da Gaia sem eu nomear, sem eu precisar fazer isso. Ela simplesmente foi a mais presente", afirmou.

A declaração evidencia a importância que Lua tinha na rotina da família e o quanto sua presença marcou a infância dos sobrinhos. Na legenda da publicação, Ana reforçou o desejo de continuar compartilhando histórias da irmã como uma maneira de preservar seu legado afetivo. "Contar histórias da Lua. Lembrar todos os momentos que vivi com ela aquece meu coração. Tia Lua eterna. Minha 'cumade'. Minha Irmã. Meu Amor. Lua Eterna em nós."

Lua Blanco morreu aos 39 anos

A morte da atriz e cantora foi anunciada em 18 de outubro pelo irmão Daniel Blanco, que divulgou nas redes sociais uma mensagem em nome da família. Lua estava internada no Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, após ter sido diagnosticada com câncer no intestino aproximadamente dois meses antes.

Na ocasião, os familiares agradeceram o apoio recebido e solicitaram privacidade para enfrentar a perda. "Nesse tempo, ela foi completamente rodeada pelo amor da família e dos amigos que estiveram com ela a vida toda. Ela se foi em paz, preenchida de amor e com a fé plena de que ia direto para as mãos de Deus. Ela estará conosco para sempre, nos iluminando com a sua forte luz eterna", escreveu Daniel.

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Agora, ao dividir suas lembranças com o público, Ana Terra demonstra como as histórias compartilhadas podem continuar fazendo parte da vida de uma família mesmo depois de uma despedida. Embora o luto seja uma experiência individual e não exista uma maneira certa de atravessá-lo, recordar momentos de afeto pode representar uma fonte de acolhimento. Para Ana, falar sobre Lua é também uma forma de celebrar o amor que permanece.

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