O uso de tênis de corrida inadequado é um dos fatores mais ignorados quando o rendimento começa a cair.
Muitas vezes, o corredor ajusta volume, intensidade e até alimentação, mas mantém um tênis que já não responde às exigências do treino. Com o aumento das corridas no verão e o retorno à rotina em janeiro, esse problema tende a se intensificar.
O corpo costuma enviar sinais claros quando o tênis deixa de cumprir sua função básica: proteger, dar estabilidade e favorecer a performance.
A seguir, veja os principais sinais de que o tênis está prejudicando seu desempenho:
1. Desconforto logo nos primeiros quilômetros
Tênis que incomoda desde o início do treino dificilmente se ajusta com o tempo. Pontos de pressão, atrito excessivo ou sensação de aperto indicam que o modelo não respeita a anatomia do pé.
Esse desconforto altera a passada, aumenta o gasto energético e prejudica a fluidez da corrida.
2. Dores frequentes nos pés ou tornozelos
Dores recorrentes na sola do pé, no calcanhar ou nos tornozelos costumam estar associadas à falta de amortecimento ou suporte adequado.
Quando o impacto não é bem absorvido, o corpo compensa de forma inadequada, sobrecarregando articulações e tendões.
3. Sensação de instabilidade durante a corrida
Se o pé "escapa" para os lados ou parece inseguro em curvas e terrenos irregulares, o tênis pode não oferecer estabilidade suficiente.
Essa instabilidade compromete a eficiência da passada e aumenta o risco de torções e microlesões.
4. Desgaste visível na sola
Solas muito gastas, especialmente em áreas específicas, indicam que o tênis já perdeu sua capacidade de resposta.
Além de reduzir a tração, esse desgaste interfere no alinhamento do corpo durante a corrida.
5. Queda de rendimento sem causa aparente
Quando o treino está em dia, mas o desempenho não evolui, vale observar o calçado. Um tênis inadequado exige mais esforço para manter o mesmo ritmo.
Com isso, a fadiga aparece mais cedo e o treino rende menos do que deveria.
6. Dores que somem ao trocar de tênis
Se desconfortos desaparecem ao usar outro modelo, o sinal é claro. O problema não está no treino, mas no calçado.
Ignorar esse alerta pode transformar incômodos simples em lesões persistentes.
Como esses fatores impactam o desempenho a longo prazo?
O tênis é o principal ponto de contato entre o corpo e o solo. Quando não oferece amortecimento, estabilidade e ajuste adequados, o impacto se acumula e compromete a recuperação. Com o tempo, isso afeta a constância dos treinos e limita a evolução do corredor.
Além disso, o uso prolongado de tênis inadequado favorece padrões de movimento compensatórios, aumentando o risco de lesões.
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