Com a inclusão dos riscos psicossociais na NR-1, a saúde mental virou prioridade estratégica nas empresas. Diante do esgotamento de equipes e de um descompasso de percepção entre chefia e funcionários, gestores precisam adotar práticas sustentáveis: priorizar demandas reais, monitorar a carga horária além das entregas, abrir espaço para diálogo, respeitar a desconexão e acompanhar os limites do time continuamente para evitar o burnout e garantir a produtividade a longo prazo.
Em um momento em que a saúde mental ganha protagonismo no ambiente corporativo, a liderança assume um papel crucial que vai muito além de bater metas. A atualização da NR-1 passou a incluir expressamente os riscos psicossociais — como sobrecarga de trabalho e falta de suporte — no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Nesse sentido, a pauta do Setembro Amarelo ganha um reforço prático nas rotinas do trabalho.
Contudo, quem lidera também sente o peso do cansaço. Uma pesquisa global da Deloitte revelou que quatro em cada dez profissionais relatam ficar frequentemente exaustos. Além disso, existe um forte descompasso de percepção. Enquanto 90% dos executivos acreditam que suas empresas promovem o bem-estar, menos de 60% dos colaboradores concordam.
5 práticas para promover o bem-estar no trabalho
Para construir uma rotina sustentável e alinhada às novas exigências do mercado, o executivo destaca atitudes fundamentais para os gestores:
-
Pare de transformar tudo em urgência: Quando tudo vira prioridade, a equipe perde a referência do que é realmente importante. Organize as demandas e evite a pressão contínua.
-
Observe a carga de trabalho, não apenas a entrega: Cumprir prazos às custas de jornadas exaustivas não é sinal de boa gestão.
-
Crie espaços para conversas abertas: Ofereça canais seguros para que os colaboradores sinalizem dificuldades ou sobrecarga sem o medo de parecerem descomprometidos.
-
Não confunda disponibilidade com liderança: Ficar conectado o tempo todo transmite a mensagem velada de que ninguém pode desconectar.
-
Acompanhe a equipe continuamente: Faça conversas frequentes sobre expectativas e limites antes que o estresse vire um afastamento.
A saúde mental como ativo estratégico
A nova regulamentação exige que as causas do estresse no trabalho sejam identificadas e controladas pela gestão. Dessa forma, o cuidado com as pessoas deixa de ser apenas uma ação pontual para se transformar em um motor de produtividade e sustentabilidade a longo prazo.