Diante do aumento de acidentes e do fluxo turístico, que atrai até 300 mil visitantes por verão ao Monte Fuji, a província japonesa de Yamanashi passará a cobrar pelos resgates de helicóptero durante a baixa temporada. Cansadas de arcar com os custos gerados pela imprudência de trilheiros que ignoram alertas locais, as autoridades devem seguir o modelo de regiões vizinhas, onde operações aéreas semelhantes chegam a custar uma média superior a R$ 3.750 por socorro prestado.
Se você se perder no Monte Fuji por percorrer suas trilhas de forma imprudente e ignorar as recomendações das autoridades locais, terá de pagar. Essa é a filosofia que a província de Yamanashi — localizada na região de Chūbu e uma das administrações responsáveis pelas rotas de escalada — pretende adotar.
Cansado dos acidentes envolvendo trilheiros e diante do aumento do turismo, o governo regional decidiu cobrar pelos resgates que exijam o uso de helicóptero durante a baixa temporada.
Ainda não se sabe qual será o valor da taxa, mas a província vizinha de Saitama já aplica uma medida semelhante, com um custo de cerca de 8.000 ienes (45 euros/R$ 263) a cada cinco minutos de voo. Na prática, isso fez com que o custo médio de cada operação de resgate ultrapassasse 640 euros (cerca de R$ 3.750) no ano passado.
O dado: 300 mil trilheiros
O Japão possui ícones mundialmente reconhecidos — como os portais torii, o festival das cerejeiras (sakura), o cruzamento de Shibuya e o bairro das gueixas em Quioto (para citar apenas alguns exemplos) —, mas nenhum deles se compara ao Monte Fuji, certamente o seu símbolo mais emblemático.
Isso explica por que, a cada verão, entre 200 mil e 300 mil pessoas percorrem suas quatro trilhas principais, segundo dados da Organização Nacional de Turismo do Japão (JNTO). E, como o país continua recebendo visitantes estrangeiros e almeja atingir a marca de 60 milhões até 2030, é provável que esse número continue crescendo.
Resgates recorrentes
O problema é que ...
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