O segundo semestre de 2026 deve trazer um visitante que ninguém pediu: o Super El Niño. Segundo especialistas em meteorologia, o fenômeno já começou a se formar e tem tudo para chegar com força total entre os meses de inverno e o auge previsto para novembro.
Para quem não lembra da escola, o El Niño é causado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Na prática, isso significa temperaturas acima da média histórica, ondas de calor mais frequentes, seca prolongada em parte do país e piora na qualidade do ar nas grandes cidades.
O que esperar do clima no segundo semestre
Maria Clara Sassaki, especialista em meteorologia da Tempo OK, explica que os modelos climáticos já indicam um aquecimento oceânico acelerado e consistente. Segundo ela, a fase de El Niño deve se consolidar no início do segundo semestre e atingir intensidade forte por volta de novembro.
Os efeitos esperados seguem o padrão clássico do fenômeno no Brasil: mais chuva no Sul, menos chuva no Norte e Nordeste, e temperaturas acima da média principalmente no Centro-Oeste, Sudeste e interior do país.
Tem também a questão do ar que a gente respira. Em períodos secos, a concentração de poluentes como material particulado, ozônio e monóxido de carbono tende a subir nas regiões metropolitanas. Some a isso a fumaça de queimadas, que pode viajar por longas distâncias e ficar suspensa no ar por dias.
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Se tem um padrão histórico no Brasil, é esse: ...
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