Robôs autônomos com inteligência artificial estão sendo usados em usinas solares no deserto para limpar painéis sem usar água. Tempestades de areia podem reduzir a eficiência das placas em até 80%, tornando a limpeza manual frequente muito cara. Operando até no escuro e de forma contínua, essas máquinas evitam perdas financeiras e operacionais causadas pela poeira, além de já terem economizado bilhões de litros de água, destacando-se como uma solução sustentável e eficiente para o setor energético.
Uma tendência importante da segunda metade do século XXI será a disseminação ainda mais ampla de máquinas autônomas (sem operador humano). Combinadas com a inteligência artificial (IA), elas serão capazes de realizar tarefas complexas que hoje sequer imaginamos. Um excelente exemplo disso foi encontrado recentemente pelo site especializado Autonotion em um deserto, onde robôs autônomos estão sendo empregados em um trabalho incomum e indubitavelmente útil.
O desafio das tempestades de areia
Instalar usinas solares em desertos é uma boa ideia, já que lá o número de horas de sol é alto e, além disso, utiliza-se solos inférteis para a geração de lucros. No entanto, após uma tempestade de areia, os painéis solares podem perder até 80% da sua capacidade original, e o setor responde a esse desafio (também) com o uso de frotas de robôs autônomos. As máquinas são capazes de trabalhar no escuro — ou seja, limpando as superfícies — e, além de tudo, sem uma única gota de água, o que as torna ideais para esse trabalho.
Automação contra prejuízos financeiros
Em uma usina solar de 10 megawatts, o custo pontual de uma limpeza manual nos Estados Unidos é de US$ 5.000 (cerca de 1,6 milhão de forints húngaros), e se a poeira se depositar novamente sobre os painéis no dia seguinte, parte desse dinheiro é jogada fora. Por isso, vale a pena instalar robôs permanentes na usina solar, que realizam suas tarefas automaticamente, sem intervenção humana. Onde não há fatores ambientais especialmente ...
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