Descer a serra no ponto morto não gera economia real de combustível e compromete gravemente a segurança. O uso contínuo dos freios nessa condição superaquece discos, pastilhas e o fluido, o que reduz a eficácia da frenagem e pode levar à perda total do freio. O correto é manter o veículo engrenado em marcha reduzida para acionar o freio-motor, auxiliando no controle da velocidade e aliviando a sobrecarga do sistema.
Bateu aquela vontade de ir para a praia e você teve a brilhante ideia de descer a serra no ponto morto para economizar combustível? Preciso te dizer que essa não foi uma boa decisão.
Colocar o carro no neutro, o chamado ponto morto, não traz uma economia significativa de combustível, principalmente em carros modernos. Além disso, é uma atitude que compromete a segurança, principalmente em trechos longos.
Mas por que é perigoso?
Quem já desceu a serra de Ubatuba sabe o cheiro forte de borracha queima que paira no ar. Isso porque é um trecho que exige habilidade, atenção e um veículo em plenas condições.
Manter o veículo no ponto morto e acionar os freios repetidamente ou por períodos prolongados pode provocar superaquecimento de discos, pastilhas e, em situações severas, do fluido de freio. Com temperaturas muito altas, a eficiência da frenagem pode diminuir. Se o fluido atingir temperaturas críticas, a capacidade de transmitir a pressão do pedal também pode ser comprometida. É o famoso "ficar sem freio" - bem perigoso em condições extremas.
Além disso, deixar o carro engrenado dá mais uma forma de controlar a velocidade. Em vez de tentar segurar todo o peso do veículo apenas nos freios, é possível usar uma marcha mais baixa para aumentar o freio-motor e aliviar o sistema de frenagem.