Pai de família aluga moto para trabalhar e cria Vakinha para comprar próprio veículo no Pará

José vive em Melgaço, no Pará, e trabalha fazendo corridas para sustentar a família; com um filho em tratamento e a esposa doente, ele sonha em ter uma moto própria José é pai de família e vive em Melgaço, no Pará

25 set 2026 - 10h59
Resumo
Em Melgaço (PA), o trabalhador José sustenta a casa fazendo corridas com uma moto alugada, mas os custos da locação, do combustível e da manutenção consomem quase toda a sua renda. Enfrentando dificuldades financeiras, com a esposa doente e um filho em tratamento médico, ele sonha em ter o próprio veículo para garantir o sustento familiar. Para ajudá-lo a mudar essa realidade, uma campanha na plataforma Vakinha, apadrinhada por Lucas Dias, arrecada fundos para a compra de sua moto própria.

José vive em Melgaço, no Pará, e trabalha fazendo corridas para sustentar a família; com um filho em tratamento e a esposa doente, ele sonha em ter uma moto própria

Pai de família aluga moto para trabalhar e cria Vakinha para comprar próprio veículo no Pará
Pai de família aluga moto para trabalhar e cria Vakinha para comprar próprio veículo no Pará
Foto: Vakinha / Vakinha

José é pai de família e vive em Melgaço, no Pará. Para trabalhar e garantir o sustento de casa, ele depende de uma moto alugada. Todos os dias, o veículo é seu instrumento de trabalho — mas parte do dinheiro que consegue com as corridas precisa voltar para o proprietário da moto.

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Agora, uma Vakinha busca ajudá-lo a comprar o próprio veículo e diminuir os custos que acompanham o trabalho. A campanha é apadrinhada pelo parceiro Lucas Dias.

A história de José ganhou atenção depois que ele foi encontrado trabalhando de moto. Durante uma conversa, contou que havia parado porque um menino na escola havia ficado sem gasolina.

"É sua?", perguntaram.

"Não, é alugado", respondeu.

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O dinheiro das corridas

José explica que a rotina de trabalho envolve mais do que simplesmente abastecer a moto e sair para fazer corridas.

"Porque pagando aluguel, praticamente eu trabalho só pro dono da moto."

Além do aluguel, ele precisa arcar com combustível e eventuais problemas no veículo.

"Porque tem que pagar aluguel, pagar gasolina. Algumas peças da moto que danificam. A gente tem que arcar também."

O resultado é que uma parte importante do que ele consegue trabalhando acaba comprometida antes mesmo de chegar em casa.

"O dinheiro que a gente pega da moto, faz a moto."

José vive em uma realidade de dificuldades financeiras e conta que tem um filho que passa por tratamento. Segundo a descrição da campanha, sua esposa também enfrenta problemas de saúde.

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"Pra poder trabalhar num veículo que fosse meu"

Quando perguntado sobre seu maior sonho, José não fala em luxo ou grandes conquistas. O desejo está diretamente ligado ao trabalho.

"Pra poder trabalhar num veículo que fosse meu."

Ele explica que ter uma moto própria faria diferença na rotina e permitiria que o dinheiro das corridas não fosse destinado ao aluguel do veículo.

"Se eu pudesse ter um veículo que eu pudesse trabalhar. Que fosse meu mesmo. Um veículo próprio. Que fica até melhor."

A dificuldade, porém, faz com que esse objetivo pareça distante.

"Do dia pra noite, a gente está na luta."

Um pai tentando sustentar a família

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Em outro momento do relato, José fala sobre a dificuldade de atender aos pedidos dos filhos quando falta dinheiro.

"E vê o filho pedindo as coisas pra ti. E aí vê se não tem como dar."

Ele conta que, quando não consegue atender a alguma necessidade da família, precisa lidar também com a própria frustração.

"Às vezes ele pede pra mim. Quando a gente está sem dinheiro mesmo."

E completa:

"A gente chora também. Que não tem como aguentar esse…"

A campanha foi criada para tentar mudar justamente essa realidade. A ideia é arrecadar recursos para que José possa comprar uma moto própria e continuar trabalhando sem depender do aluguel do veículo.

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A Vakinha é apadrinhada pelo parceiro Lucas Dias, que apoia a mobilização para que a história alcance mais pessoas.

Para José, o sonho continua sendo simples e direto: ter um veículo próprio para trabalhar e conseguir sustentar a família com um pouco mais de segurança.

"Mas um dia Deus vai abençoar."

A campanha pede a contribuição de quem puder ajudar e também o compartilhamento da história. Afinal, para um trabalhador que depende da moto todos os dias, ter o próprio veículo pode mudar a forma como o dinheiro do trabalho chega até a família.

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