O que é um 'voo fantasma', termo que pode explicar avião que passou 2 horas voando em círculos até cair

Investigadores buscam respostas após aeronave voar sem comando humano antes de queda fatal em floresta boliviana

15 abr 2026 - 17h05

Uma aeronave que transportava duas pessoas na Bolívia apresentou um comportamento incomum nos radares antes de atingir o solo. O avião permaneceu voando em círculos por cerca de duas horas sobre a região de floresta entre Cochabamba e Chimoré. Este movimento cíclico acionou o alerta das autoridades locais e de especialistas que monitoravam o tráfego aéreo no momento da ocorrência. A principal linha de investigação sugere que os tripulantes perderam a consciência pouco depois da decolagem.

Avião partiu de La Paz rumo a Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia
Avião partiu de La Paz rumo a Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia
Foto: Reprodução/FlightRadar24.com / Perfil Brasil

Entenda o conceito de voo fantasma e o piloto automático

O jato partiu da capital La Paz com destino a Santa Cruz de la Sierra exatamente às 8h31 no horário local. O contato com a torre de controle foi interrompido apenas dezesseis minutos após a partida. Às 9h, o comportamento da aeronave mudou drasticamente e o jato passou a ser guiado pelo piloto automático. Especialistas utilizam o termo "voo fantasma" para descrever situações onde o sistema automatizado assume a navegação devido à incapacidade ou ausência da tripulação humana. Durante 120 minutos, o avião manteve o padrão de espera sem qualquer intervenção manual detectada.

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Hipótese de despressurização e falta de oxigênio na cabine

Acredita-se que o piloto Carlos Moyano e o copiloto Julio Sardán perderam a consciência após uma despressurização de cabine que os deixou sem oxigênio. Esse fenômeno fisiológico ocorre de forma silenciosa e impede que os responsáveis tomem decisões rápidas para emergências. A falta de resposta da tripulação teria feito com que a aeronave entrasse no modo de espera automaticamente. Esta função de segurança visa manter o avião estabilizado até que alguém retome o controle, mas o destino foi selado pela ausência de combustível após o longo período de circulação aérea.

Investigação oficial busca confirmar causas do acidente

Infelizmente, o desfecho foi a queda em uma área de vegetação densa após o jato sumir dos radares. Embora as evidências apontem para a falha nos sistemas de oxigênio, o caso ainda está sendo investigado pela DGAC (Direção Geral de Aeronáutica Civil) da Bolívia. A análise dos destroços e dos dados de voo será fundamental para confirmar o que realmente aconteceu no interior do cockpit. O episódio levanta novos debates sobre protocolos de segurança e a autonomia dos sistemas inteligentes em aeronaves executivas modernas que operam em grandes altitudes.

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