Mulher é presa em SP suspeita de tentar matar namorado com açaí envenenado

Acusada de usar chumbinho em sobremesa foi detida pela Polícia Civil após ficar foragida em hotel

15 abr 2026 - 18h38

A Polícia Civil de São Paulo efetuou nesta data a prisão de Larissa de Souza Batista, de 28 anos. Ela é a principal acusada de tentar tirar a vida de seu namorado, Adenilson Ferreira Parente, de 27 anos. O crime teria ocorrido em fevereiro deste ano na cidade de Ribeirão Preto. A captura aconteceu em um hotel da região onde a suspeita utilizava uma identidade falsa para se esconder.

Momento em que o casal vai até a loja de açaí fazer reclamação
Momento em que o casal vai até a loja de açaí fazer reclamação
Foto: Reprodução/EPTV / Perfil Brasil

Polícia localiza suspeita em hotel

A mulher estava foragida desde o início da semana, após a Justiça aceitar a denúncia do Ministério Público. Com a decretação da prisão preventiva, os agentes intensificaram as buscas até encontrá-la. De acordo com os registros oficiais, "Larissa foi encontrada em um hotel da cidade, onde estava hospedada com nome falso. Ela foi encaminhada à Cadeia Pública de São Joaquim da Barra".

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O caso chocou a comunidade local pela frieza dos detalhes apresentados no inquérito policial. A denúncia formalizada aponta que ela responderá por tentativa de homicídio qualificado. Entre as qualificadoras estão o uso de meio cruel, emprego de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima. As autoridades reuniram um conjunto robusto de provas para sustentar a acusação perante o tribunal.

Vídeos e laudos confirmam envenenamento

A investigação detalhou que imagens de câmeras de segurança foram cruciais para o desfecho do caso. Os vídeos registraram a dinâmica do ocorrido na zona leste da cidade. Conforme os autos, as gravações mostram a acusada de costas para a vítima. Nesse momento, ela teria aberto a tampa de um dos copos de açaí para inserir uma substância tóxica em seu interior.

Exames laboratoriais foram realizados para confirmar a suspeita dos médicos que atenderam o rapaz. Segundo as autoridades, os "laudos confirmaram a presença de chumbinho no copo de açaí consumido pela vítima". O veneno de rato é uma substância altamente letal e de comercialização proibida. Mesmo após ingerir o produto e enfrentar um quadro grave de saúde, o namorado conseguiu se recuperar após passar pela UTI.

Defesa nega crime e alega inocência da acusada

Apesar da gravidade dos fatos e das provas colhidas, o comportamento do namorado surpreendeu os investigadores. Em declarações públicas, Adenilson demonstrou um posicionamento inesperado diante da situação de risco que viveu. Ele declarou, em entrevista à TV Record, que "acredita na inocência de Larissa, apesar da acusação policial". A vítima mantém uma postura de apoio à mulher com quem mantinha o relacionamento.

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Larissa, por sua vez, mantém a negativa de autoria sobre o crime de envenenamento. Em sua versão dos fatos, ela explicou que o que foi colocado no copo era apenas um acompanhamento comum do doce. No depoimento, "ela afirmou que adicionou leite condensado, que veio à parte". O pedido original incluía morango e amendoim, itens que ela buscou pessoalmente em uma loja na avenida Barão do Bananal.

Outro ponto que chamou a atenção dos peritos foi a situação do aparelho telefônico da acusada. Durante as diligências de busca e apreensão, os técnicos notaram que o dispositivo havia sofrido uma limpeza completa. Um laudo pericial constatou que o celular foi restaurado aos padrões de fábrica exatamente no momento da abordagem policial. Para os investigadores, essa ação foi uma clara tentativa de ocultar mensagens ou dados relevantes para o processo criminal.

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