Zelenskiy diz que proposta de adesão da Ucrânia à UE como associado é "injusta"

23 mai 2026 - 12h47

O presidente ucraniano, ‌Volodymyr Zelenskiy, disse em uma carta aos líderes da União Europeia que uma proposta alemã para conceder à Ucrânia a condição de membro "associado" da União Europeia é "injusta" porque deixaria Kiev sem voz dentro do bloco.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, sugeriu ⁠nesta semana permitir que a Ucrânia participe de reuniões e instituições ‌da UE sem voto como uma etapa provisória para a adesão plena ao bloco, o que, segundo ele, poderia ‌ajudar a facilitar um acordo para ‌acabar com a guerra de quatro anos desencadeada pela ⁠invasão da Rússia.

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Em resposta, Zelenskiy disse em uma carta enviada no final da sexta-feira, analisada pela Reuters, que a Ucrânia está avançando rapidamente com as reformas necessárias para a adesão plena à UE e, ao mesmo tempo, agindo como um baluarte ‌contra a agressão russa para todo o bloco de 27 ‌países.

"Estamos defendendo a Europa - ⁠totalmente, não ⁠parcialmente, e não com meias-medidas", disse o líder de 48 anos, acusando ⁠a Rússia de tentar destruir ‌a unidade europeia e ‌desestabilizar partes do continente. "Seria injusto para a Ucrânia estar presente na União Europeia, mas permanecer sem voz."

A carta foi endereçada ao presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, à ⁠presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e ao presidente cipriota, Nikos Christodoulides, que ocupa a presidência rotativa do Conselho da UE.

Zelenskiy agradeceu aos líderes europeus por seu apoio durante a guerra - o ‌maior conflito da Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Os Estados da UE aprovaram no mês passado um empréstimo de ⁠dois anos, no valor de 90 bilhões de euros, para ajudar a financiar os esforços de guerra da Ucrânia, após meses de atrasos.

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Zelenskiy disse que agora há uma oportunidade para um progresso substancial nas negociações de adesão após a saída do primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, oponente ferrenho da adesão da Ucrânia à UE que perdeu as eleições em abril.

"É o momento certo para avançar com a adesão da Ucrânia de forma plena e significativa", disse Zelenskiy em sua mensagem. "A Ucrânia merece uma abordagem justa e direitos iguais dentro da Europa."

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