Venezuela não poderá exportar petróleo para inimigos dos EUA

Medida está prevista em uma nova licença emitida por Washington

4 fev 2026 - 15h00
(atualizado às 15h10)

Uma nova licença emitida pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos determinou que a Venezuela não poderá mais comercializar petróleo com países considerados inimigos de Washington, como Cuba, Irã, China, Rússia e Coreia do Norte.

Medida está prevista em uma nova licença emitida por Washington
Medida está prevista em uma nova licença emitida por Washington
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O documento, divulgado por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (OFAC), também autoriza a exportação, venda e fornecimento de diluentes de origem americana para Caracas.

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A medida representa um passo importante, pois permite, pela primeira vez, o processamento de petróleo bruto pesado venezuelano dentro do próprio país, com o uso desses componentes essenciais. Isso facilita o transporte e o refino do petróleo extrapesado da Faixa do Orinoco.

Segundo analistas da indústria petrolífera, a licença representa um alívio significativo das sanções anteriormente impostas, ao permitir a celebração de contratos com o governo venezuelano, a estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA) e suas afiliadas, desde que estejam em conformidade com a legislação dos EUA e que eventuais disputas sejam resolvidas em tribunais americanos.

A autorização deverá impulsionar a produção de petróleo da Venezuela, que atualmente gira em torno de 1 milhão de barris por dia. O país sul-americano possui as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, mas enfrenta sérios gargalos em sua capacidade de processamento.

Especialistas estimam que, caso os investimentos planejados por Washington na Venezuela se concretizem, o país poderá restaurar sua capacidade de exportação, que ultrapassava 3 milhões de barris por dia antes da chegada de Hugo Chávez ao poder, em 1999.

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Segundo o jornal El Nacional, os Estados Unidos confirmaram a transferência de US$ 500 milhões ao governo venezuelano como parte do acordo de venda de petróleo firmado com a presidente interina, Delcy Rodríguez, após a captura de Nicolás Maduro.

O periódico acrescenta que os recursos serão transferidos sob rigorosa supervisão de Washington e não poderão ser utilizados livremente. O montante será destinado ao pagamento de serviços essenciais, com o objetivo de evitar o agravamento da crise humanitária e manter o funcionamento das instituições governamentais, prevenindo um colapso sistêmico. .

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