Venezuela aprova lei para acelerar reconstrução após terremotos

País lançou iniciativa para reutilizar escombros de construções destruídas

22 ago 2026 - 14h23
(atualizado às 14h34)
Resumo
O Parlamento da Venezuela aprovou uma lei para agilizar a reconstrução do país e a criação de até 25 mil moradias após terremotos que deixaram quase 6,5 mil mortos e 18 mil desabrigados. A nova legislação foca no fomento habitacional e estabelece regras contratuais e corporativas. Paralelamente, o governo iniciou um plano para reciclar mais de 2 milhões de toneladas de escombros, transformando detritos em materiais de construção e mobiliário urbano para apoiar as obras.

O Parlamento da Venezuela aprovou uma lei para promover a construção de moradias e acelerar a reconstrução da infraestrutura do país após os terremotos que devastaram diversas regiões em 24 de junho.

País lançou iniciativa para reutilizar escombros de construções destruídas
País lançou iniciativa para reutilizar escombros de construções destruídas
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Além disso, o governo de Caracas lançou uma iniciativa para recuperar os escombros dos edifícios e transformá-los em materiais que possam ser reutilizados em novos projetos de construção.

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A reforma aprovada pelas autoridades substitui a legislação anterior, voltada ao combate a fraudes imobiliárias, por uma norma focada em promover e proteger a construção habitacional.

A medida, composta por 40 artigos, estabelece novas regras para contratos, vendas e responsabilidade corporativa. O presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, destacou que o objetivo é agilizar o acesso à moradia.

A legislação foi aprovada enquanto Caracas enfrenta as consequências dos terremotos, que causaram quase 6,5 mil mortes e deixaram cerca de 18 mil pessoas desabrigadas. O governo estima que até 25 mil novas residências possam ser necessárias para abrigar as famílias afetadas.

Já em relação ao plano de recuperação e reciclagem de escombros, a Venezuela transportou aproximadamente 2,1 milhões de toneladas de detritos para centros especializados, onde serão processados e triturados. Segundo o governo, os materiais poderão ser reutilizados na produção de blocos de construção, substitutos de agregados, madeira plástica e mobiliário urbano.

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