Veleiros com ajuda do México para Cuba continuam desaparecidos

27 mar 2026 - 17h20

Dois veleiros de um comboio que transportava ajuda humanitária do México para Cuba continuam desaparecidos, disseram à Reuters nesta sexta-feira a Guarda Costeira dos Estados Unidos e um porta-voz do comboio.

A Guarda Costeira dos EUA disse que a busca está "em ⁠andamento".

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Mais cedo nesta sexta-feira, a AFP citou um porta-voz da Guarda ‌Costeira dos EUA dizendo que os barcos haviam chegado a Cuba em segurança, mas um porta-voz da Guarda Costeira ‌dos EUA disse mais tarde à ‌Reuters que a declaração inicialmente fornecida à AFP estava ⁠incorreta.

Os dois barcos faziam parte de um esforço voluntário mais amplo de ajuda popular que buscava entregar alimentos, remédios, fórmulas para bebês e outros suprimentos à maior ilha do Caribe, em meio a um estrangulamento dos EUA sobre as remessas de ‌petróleo e outros suprimentos que agravou os problemas de energia ‌e levou o Estado ⁠a racionar ⁠serviços.

A Guarda Costeira dos EUA disse à Reuters que foi notificada sobre ⁠as duas embarcações desaparecidas, mas ‌não recebeu um pedido ‌de assistência para os esforços de resgate, que estão sendo liderados pelo México e por Cuba.

"Permanecemos vigilantes e preparados para fornecer apoio, se solicitado", acrescentou.

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A Marinha mexicana não ⁠respondeu imediatamente a um pedido de comentário nesta sexta-feira, mas já havia dito anteriormente que está em contato com vários centros internacionais de resgate, incluindo dos EUA, que as embarcações estavam bem equipadas e ‌que sua tripulação tinha marinheiros experientes de diferentes nacionalidades.

Os barcos partiram em 21 de março de Isla Mujeres, ilha caribenha ⁠do sul do México, e deveriam chegar no destino entre 24 e 25 de março.

Em uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira, a presidente mexicana Claudia Sheinbaum disse que a busca está em andamento e que nove pessoas estavam a bordo de um dos veleiros.

O Centro de Imprensa Internacional de Cuba, que lida com consultas para agências do governo cubano, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre a situação. Um programa de notícias estatal repetiu nesta sexta-feira a preocupação do presidente Miguel Díaz-Canel com os barcos desaparecidos.

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