A União Europeia planeja ampliar as restrições a importações chinesas para além dos carros híbridos, visando conter um déficit comercial diário de um bilhão de euros. Apoiada por líderes do bloco, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que proporá medidas de salvaguarda em setores como químicos e plásticos, além de mecanismos para limitar o acesso ao mercado comum, reduzir a dependência de suprimentos críticos e proteger membros contra retaliações externas.
A Comissão Europeia proporá restrições às importações da China que vão além das medidas de salvaguarda acordadas com Pequim para reduzir pela metade as remessas de carros híbridos chineses, afirmou nesta sexta-feira a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Von der Leyen disse em uma coletiva de imprensa após uma cúpula da UE que o acordo firmado com a China não resolveria o desequilíbrio estrutural. O déficit comercial de bens da UE com a China está em mais de 1 bilhão de euros por dia.
"E é por isso que precisamos agir", disse ela. "Nossas indústrias pediram medidas, nós as ouvimos e vamos responder, incluindo mais algumas medidas de salvaguarda."
Ela afirmou que isso contou com o apoio claro dos líderes da UE.
O presidente francês, Emmanuel Macron, disse aos repórteres após a cúpula que a UE deveria se concentrar em medidas relacionadas a produtos químicos, plásticos e ferroligas.
Von der Leyen disse que acolhia com satisfação um documento franco-alemão publicado no mês passado, que propunha que a União Europeia reforçasse sua economia por meio da adoção de uma nova medida de ação rápida para retaliar países que a prejudicam.
Ela disse que a Comissão desenvolveria um novo instrumento para limitar rapidamente o acesso ao mercado único da UE, sempre que isso fosse do interesse do bloco.
Ela também disse que o braço executivo da UE apresentaria, em dezembro, uma proposta para um novo instrumento que limitasse a dependência das empresas da UE de fontes únicas para determinados suprimentos críticos.
A Comissão Europeia também proporia um "mecanismo de solidariedade" para ajudar países ou setores que estejam sujeitos a coação ou retaliação de fora da UE.