Ucranianos enfrentam semanas difíceis com frio intenso e ataques da Rússia a setor energético

28 jan 2026 - 21h03

A vida será particularmente difícil para os ucranianos nas próximas três semanas devido à queda brusca das temperaturas e ao comprometimento da infraestrutura energética, devastada por intensos ataques russos que privam milhões de pessoas ‌de luz e aquecimento, disse um parlamentar nesta quarta-feira.

Apesar do progresso nas negociações de paz, que levaram ‌a conversas trilaterais entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos pela primeira vez, a Rússia intensificou os bombardeios além da linha de frente, que se estende pelo leste e sul da Ucrânia.

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Temperaturas abaixo de -20°C são esperadas no norte e leste da Ucrânia na próxima semana, de acordo com previsões oficiais, ‍extremamente baixas para o país.

"A má notícia é que realmente haverá geadas e será difícil", disse Andriy Gerus, chefe do comitê de energia do Parlamento, ao canal de TV nacional Marathon.

"A boa notícia é que precisamos aguentar por três semanas, e então ficará mais fácil", ‌acrescentou, citando as temperaturas mais quentes previstas para depois e o aumento ‌da energia solar devido aos dias mais longos.

Os dois últimos ataques com mísseis e drones russos à capital Kiev, em janeiro, deixaram cerca de um milhão de pessoas sem eletricidade e 6.000 prédios de apartamentos sem aquecimento.

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Após semanas de reparos, cerca de 700 prédios ainda seguem sem aquecimento.

O ministro da Energia, Denys Shmyhal, escreveu no Telegram após uma reunião dedicada à energia nesta quarta-feira que 610.000 residências em Kiev continuavam sem energia.

O quadro se repete em todo o país, com o norte e o leste da Ucrânia, áreas de grandes cidades como Kiev, Kharkiv, Chernihiv e Sumy, como alvos regulares de ataques, resultando em restrições de energia para a indústria e cortes de energia para os consumidores.

Ataques a usinas de energia, ao sistema de transmissão de energia e ao setor de gás têm sido elementos-chave da invasão em grande escala da Ucrânia lançada pela Rússia em fevereiro de 2022. Moscou afirma que busca minar a capacidade de combate da Ucrânia.

O presidente Volodymyr Zelenskiy disse neste mês que o sistema energético danificado da Ucrânia atende apenas 60% ‌das necessidades de eletricidade do país neste inverno, com uma capacidade de geração de eletricidade de 11 gigawatts contra uma necessidade de 18 gigawatts.

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Importações máximas de eletricidade dos países da UE, combinadas com cortes de energia em regiões inteiras, têm permitido que o sistema permaneça equilibrado, apesar de tudo.

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