Trump suspende tarifas de 50% contra Canadá por 3 dias

Presidente disse que países chegaram a acordo; Carney mostrou cautela

19 ago 2026 - 08h47
(atualizado às 09h03)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu por três dias as tarifas alfandegárias de 50% contra o Canadá que entrariam em vigor nesta quarta-feira (19).

Donald Trump e Mark Carney durante cúpula do G7 na França, em junho de 2026
Donald Trump e Mark Carney durante cúpula do G7 na França, em junho de 2026
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em publicação na plataforma Truth Social, o mandatário americano disse que os dois países chegaram a um acordo após semanas de intensas negociações.

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"Suspendi as tarifas de 50% contra o Canadá por um período de três dias, baseado no fato de que o Canadá e os EUA chegaram a um acordo, condicionado à finalização da documentação", escreveu o presidente.

Já o premiê canadense, Mark Carney, foi mais cauteloso e afirmou que os negociadores fizeram "progressos substanciais", mas que ainda "há um trabalho importante para ser realizado".

No mês passado, Trump havia assinado uma ordem executiva impondo uma tarifa extra de 50% contra produtos do Canadá, incluindo vinho, cimento e bastões de hóquei, a partir desta quarta-feira, alegando "tratamento discriminatório" contra mercadorias dos EUA.

Os dois aliados da América do Norte mantêm tratativas para revisar o USMCA, tratado comercial que também engloba o México e que foi assinado no primeiro mandato de Trump, que agora defende a necessidade de atualizá-lo.

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O Escritório do Representante Comercial dos EUA explicou no X que o acordo deve incluir "amplo acesso ao mercado" canadense para "todos os produtos americanos", além de "compromissos de segurança econômica e alinhamento no comércio digital".

Trump também indicou que o pacto entre Washington e Ottawa poderia incluir o controverso projeto do oleoduto Keystone XL, criticado por ambientalistas e paralisado no mandato de Joe Biden. A estrutura conectaria a província de Alberta, importante polo petrolífero canadense, com refinarias no estado americano de Nebraska. "O grande oleoduto Keystone XL, morto há tempos pelo sonolento Joe Biden, pode ser ressuscitado", disse.

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