Itália vive 'onda' de feminicídios com 6 casos em 4 dias

Mulheres foram mortas por ex ou atuais parceiros

19 ago 2026 - 08h51

A Itália enfrenta uma nova onda de feminicídios, com seis mulheres assassinadas por parceiros ou ex-companheiros desde o Ferragosto, principal feriado de verão no país e celebrado em 15 de agosto.

    Os casos mais recentes ocorreram na terça-feira (18): uma mulher de 72 anos teria sido morta a pedradas pelo marido de 74 em um campo nos arredores de Cosenza, na Calábria, e uma polonesa de 50 anos foi esfaqueada pelo esposo tunisiano de 69 em Colleferro, ao sul de Roma.

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    Na segunda-feira (17), uma mulher de 39 anos, Tania Terrin, foi assassinada pelo ex-marido Dino Keber, de 43, na província de Veneza, após tê-lo denunciado várias vezes por violência doméstica. Investigações revelaram que o homem já havia sido alvo de denúncias de outras três mulheres desde 2002. Keber se suicidou após o crime.

    No próprio dia de Ferragosto, um homem de 76 anos, Faustino Cardillo, assassinou a esposa da mesma idade, Maria D'Alessandro, a facadas na província de Benevento, depois de uma discussão acalorada entre os dois.

    Já na madrugada seguinte, uma mulher de 46 anos, Ornella Forastefano, morreu após ter sido agredida e largada na porta de um hospital em Trebisacce. O marido dela, o albanês Elvis Metvelaj, de 42 anos, é o único suspeito do feminicídio e foi preso pela polícia enquanto tentava fugir para seu país de origem.

    Além disso, na manhã de 17 de agosto, Michela Rubiu, de 47 anos, faleceu após 25 dias internada em um hospital de Cagliari, para onde havia sido levada em estado grave depois de ter sido baleada na cabeça pelo marido, Alessandro Pintus, 39, que confessou o crime.

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    A Itália tipificou o feminicídio no Código Penal em dezembro de 2025, com pena de prisão perpétua para assassinatos de mulheres motivados por ódio e discriminação de gênero ou com o objetivo de suprimir a liberdade da vítima. Até então, esses delitos eram tratados pela Justiça como homicídio comum, que é passível de prisão perpétua, mas também pode ser punido com penas menores. .

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