Trump publica imagem de si mesmo com Jesus enquanto críticas do governo ao papa continuam

15 abr 2026 - 13h54

O presidente ‌dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta quarta-feira uma imagem, aparentemente gerada por inteligência artificial, de Jesus abraçando-o, dois dias depois de ter excluído uma publicação que provocou críticas de que o presidente republicano havia se comparado a Jesus.

A ⁠imagem, republicada na conta de Trump no Truth Social, mostra ‌Trump de olhos fechados, encostando a testa na de Jesus, que aparece em uma pose semelhante. A postagem ‌original tinha a legenda: "Eu nunca fui ‌um homem muito religioso... mas não parece que, com ⁠todos esses monstros satânicos, demoníacos e que sacrificam crianças sendo expostos... Deus pode estar jogando sua carta Trump!".

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A repostagem de Trump acrescentou a legenda: "Os lunáticos da esquerda radical podem não gostar disso, mas eu acho que é muito bonito!!!".

Trump ‌tem se desentendido com o papa Leão, o primeiro líder ‌da Igreja Católica ⁠nascido nos EUA ⁠e um crítico declarado da guerra que começou com os ataques ⁠israelenses e norte-americanos contra ‌o Irã.

Trump reiterou suas ‌críticas ao líder religioso na noite de terça-feira. Em uma publicação separada no Truth Social, Trump pediu que "alguém, por favor, conte ao papa Leão" sobre os assassinatos de ⁠manifestantes pelo Irã e que "o Irã possuir uma bomba nuclear é absolutamente inaceitável".

Na noite de terça-feira, o vice-presidente JD Vance, falando na Universidade da Geórgia, disse que o papa estava errado ao afirmar ‌que os discípulos de Cristo "nunca estão do lado daqueles que antes empunhavam a espada e hoje lançam bombas" e acrescentou ⁠que "é muito, muito importante que o papa seja cuidadoso quando fala sobre questões de teologia".

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Leão disse em resposta às críticas anteriores de Trump que ele não tinha "nenhum medo" do governo Trump e que continuaria a se manifestar. Em um discurso contundente na segunda-feira em Argel, ele denunciou as potências mundiais "neocoloniais" que, segundo ele, estavam violando o direito internacional, sem apontar países específicos.

Os eleitores cristãos formaram uma parte essencial da base política de Trump. Trump, que não frequenta a igreja regularmente, conquistou grandes maiorias de eleitores cristãos na eleição de 2024, incluindo católicos.

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