Trump diz ter 'proibido' Israel de atacar o Líbano

Presidente também afirmou que EUA ficarão com 'poeira nuclear' do Irã

17 abr 2026 - 11h52

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (17) que "proibiu" Israel de bombardear o Líbano e que seu governo vai trabalhar separadamente para lidar com a situação do grupo xiita Hezbollah.

    A declaração chega poucas horas depois do início do cessar-fogo de 10 dias no país árabe, resultado das negociações realizadas por Tel Aviv e Beirute em Washington, na última terça (14).

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    "Israel não bombardeará mais o Líbano. Eles estão proibidos pelos EUA de fazer isso. Chega!", escreveu o republicano em seu perfil na plataforma Truth Social.

    Trump também ressaltou que os Estados Unidos vão ficar com "toda a poeira nuclear" gerada pelos bombardeios americanos contra instalações de energia atômica do Irã e que isso "não envolve troca de dinheiro de nenhuma forma".

    Pouco antes, o site Axios havia publicado que os EUA liberariam US$ 20 bilhões em ativos iranianos congelados em troca dos estoques de urânio enriquecido do país persa, que não comentou a notícia nem as recentes falas de Trump.

    "Este acordo não está de forma alguma sujeito ao Líbano, mas os EUA trabalharão, separadamente, com o Líbano e lidarão com a situação do Hezbollah de maneira apropriada", salientou o presidente.

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    Já o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, disse ter aceitado o cessar-fogo após pedido de Trump, com o objetivo de "alcançar uma solução política e militar com o governo libanês", mas assegurou que ainda não concluiu a tarefa de "desmantelar o Hezbollah".

    "Isso exige compromisso constante, paciência e perseverança, bem como uma navegação consciente no campo político. Pela primeira vez em 43 anos, representantes do Estado de Israel estão conversando diretamente com representantes do Estado do Líbano. O caminho para a paz ainda é longo, mas já o iniciamos.

    Em uma mão, seguramos uma arma; a outra estende-se em sinal de paz", afirmou. .

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