Trump diz não precisar da Otan em guerra contra Irã e descarta 'outro Vietnã'

Republicano afirmou que Washington 'ainda não está pronto para encerrar' conflito

17 mar 2026 - 16h35
(atualizado às 17h08)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não precisa da assistência militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na guerra contra o Irã e disse não temer "outro Vietnã" caso envie tropas americanas ao Oriente Médio.

Republicano afirmou que Washington 'ainda não está pronto para encerrar' conflito
Republicano afirmou que Washington 'ainda não está pronto para encerrar' conflito
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em uma longa publicação nas redes sociais, o republicano escreveu que "não precisa mais da assistência militar" da aliança e acusou os integrantes de "não fazerem nada" por Washington, "especialmente em um momento de necessidade".

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"Os EUA foram informados pela maioria de nossos 'aliados' da Otan de que eles não querem se envolver em nossa operação militar contra o regime terrorista do Irã no Oriente Médio, apesar de quase todos os países concordarem fortemente com o que estamos fazendo e de que o Irã não deveria, em hipótese alguma, ter permissão para possuir uma arma nuclear", afirmou Trump.

"Não estou surpreso com a reação deles, porque sempre considerei a Otan, na qual gastamos centenas de bilhões de dólares protegendo esses mesmos países, uma via de mão única: nós os protegeremos, mas eles não farão nada por nós, especialmente em momentos de necessidade. Graças aos sucessos militares que alcançamos, não precisamos mais da ajuda da Otan", acrescentou.

Trump avaliou que Washington "ainda não está pronto para encerrar" o conflito, mas disse que ele deve acabar "muito em breve", sem mencionar datas. O magnata também garantiu não temer "outro Vietnã" diante da possibilidade de enviar tropas americanas ao Oriente Médio.

"Estamos indo muito bem, não podíamos permitir que o Irã tivesse armas nucleares. Ninguém pensava que poderíamos causar tanto dano em tão pouco tempo. Estamos adiantados em relação ao cronograma, e eles levarão 10 anos para reparar os danos", declarou. .

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