Onda de calor na França provoca 40 mortes por afogamento e pressiona sistema de saúde

Vítimas são, em sua maioria, jovens que buscaram alívio em rios, lagos e canais

23 jun 2026 - 10h31

A intensa onda de calor que atinge a França provocou a morte de 40 pessoas por afogamento desde o último dia 18 de junho, informou o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, nesta terça-feira (23).

    Segundo o governo, as vítimas são, em sua maioria, jovens que buscaram alívio das altas temperaturas em rios, lagos e canais onde o banho é proibido ou não conta com supervisão.

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    Lecornu classificou os afogamentos como um "triste flagelo" e alertou para os riscos enfrentados por pessoas que procuram se refrescar em áreas não autorizadas.

    Nesta terça, a França registrou a madrugada mais quente desde 1947, em meio à chamada "canicule", termo utilizado no país para designar períodos de calor extremo.

    Diante da gravidade da situação, o premiê da França anunciou uma nova reunião interministerial de crise com a participação de 18 ministros e a ativação do Plano Orsan 2, mecanismo de resposta a situações sanitárias excepcionais.

    De acordo com Lecornu, a medida foi adotada em razão da "forte pressão" exercida pelas temperaturas elevadas sobre os serviços de emergência e de ambulâncias.

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    Em publicação na rede social X, ele explicou que o sistema estabelece protocolos de prontidão operacional para enfrentar crises de saúde pública.

    A expectativa é de que as temperaturas cheguem até 43°C em algumas partes do oeste da França.

    O avanço das temperaturas também reacendeu o debate político sobre a adaptação das residências e edifícios ao calor extremo.

    O partido Reagrupamento Nacional (RN) apresentou uma proposta de 20 bilhões de euros até 2030 para financiar reformas de eficiência térmica e a instalação de aparelhos de ar-condicionado.

    O deputado Jean-Pierre Tanguy afirmou que o programa, denominado "100% Rénov'", prevê empréstimos verdes a juros zero para melhorias em isolamento térmico, sistemas de aquecimento e refrigeração. Segundo ele, a França precisará instalar entre 30 e 40 milhões de unidades de ar-condicionado para enfrentar episódios cada vez mais frequentes de calor intenso. .

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