Comissão da ONU acusa Israel de 'mirar' crianças em meio a 'genocídio' em Gaza

Violência de colonos contra menores palestinos na Cisjordânia também cresceu

23 jun 2026 - 11h08

Investigadores das Nações Unidas acusaram Israel nesta terça-feira (23) de "mirar" crianças palestinas em meio ao "genocídio" em curso na Faixa de Gaza.

    A Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU disse ter encontrado evidências de que "menores palestinos foram deliberadamente alvejados e mortos pelas forças de segurança israelenses".

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    Segundo o relatório apresentado, os dados reforçam "a intenção genocida das autoridades e forças israelenses para destruir a comunidade palestina em Gaza".

    Em setembro passado, a equipe da Comissão, composta por três membros, já havia concluído que Israel havia cometido "genocídio" na guerra contra Gaza.

    No relatório detalhado divulgado hoje, os analistas afirmaram que a intensidade e a natureza sistemática das operações militares israelenses continuaram, resultando em um número "sem precedentes" de mortes, feridos e traumas entre crianças palestinas.

    "As autoridades e forças de segurança israelenses têm como alvo deliberado crianças palestinas, resultando em genocídio, crimes contra a humanidade e de guerra na Faixa de Gaza e na Cisjordânia", afirmou a equipe em comunicado.

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    A investigação da ONU apontou que, durante os dois primeiros anos do conflito, pelo menos 20.179 crianças foram mortas e 44.143 ficaram feridas.

    Atingir crianças palestinas "faz parte de uma estratégia para destruir a continuidade biológica e a existência futura do povo palestino em Gaza", ressalta o relatório.

    Os jovens feridos "enfrentam uma vida de deficiência", que agora é "uma realidade demográfica marcante" entre as crianças de Gaza.

    O cerco ao enclave "comprometeu diretamente a saúde reprodutiva e neonatal" da população, enquanto o colapso dos programas de saúde pública "erodiu as condições necessárias para uma geração futura saudável", destacou a Comissão.

    O relatório identificou divisões, brigadas e unidades israelenses que podem ser responsáveis pelo assassinato de crianças em incidentes específicos em Gaza e na Cisjordânia.

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    Além de Gaza, a comissão também documentou um aumento acentuado da violência perpetrada por colonos israelenses contra menores palestinos na Cisjordânia.

    Por outro lado, Tel Aviv classificou o relatório como "difamatório" e uma "farsa caluniosa", acusando os investigadores de ignorarem "as táticas brutais do Hamas, que ataca impiedosamente crianças israelenses e usa menores palestinos como escudos humanos". .

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