Donald Trump descartou um ataque militar dos EUA ao Irã antes das eleições de meio de mandato, citando conversas com Teerã. Apesar da declaração, o petróleo subiu mais de 5%, e dados apontam queda no fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz, contradizendo o republicano. Paralelamente, Washington impôs sanções à frota petrolífera iraniana e rejeitou uma proposta de trégua temporária de Teerã, mantendo a exigência de um acordo amplo que limite o programa nuclear e ações do país no Oriente Médio.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu nesta quinta-feira (8) que o país não realizará ataques militares contra o Irã antes das eleições de meio de mandato.
Em publicação na plataforma Truth Social, o republicano afirmou que está mantendo "discussões produtivas" com Teerã, mas descartou uma ofensiva iminente.
"Não atacaremos o Irã antes das eleições de meio de mandato", escreveu.
Embora tenha diminuído as tensões, o comentário não conteve a alta nos preços internacionais do petróleo, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio. As cotações da commodity fecharam o dia em alta superior a 5%.
Trump afirmou ainda que o petróleo continua transitando pelo Estreito de Ormuz em "quantidades recordes" e alegou que os iranianos enfrentam uma "situação crítica tanto econômica quanto militarmente".
No entanto, dados da consultoria Kpler contradizem o otimismo de Washington, pois o fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz caiu para o menor nível em mais de dois meses. Apenas sete navios que transportavam matérias-primas atravessaram a passagem estratégica na última terça-feira (6), o menor volume registrado desde 23 de julho.
Paralelamente, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciou novas sanções contra a chamada "frota fantasma" de Teerã, uma rede de navios-tanque utilizada pelos iranianos para exportar derivados de petróleo e burlar os embargos internacionais.
Segundo a emissora NBC News, diplomatas de Washington e Teerã mantiveram conversas indiretas em Nova York para debater o programa nuclear iraniano.
Conforme os relatos, a Casa Branca exige que qualquer pacto englobe o programa de enriquecimento nuclear e as ações de desestabilização regional. Teerã chegou a propor uma trégua de sete dias, em que os EUA suspenderiam sanções e desbloqueariam ativos em troca da reabertura plena do Estreito de Ormuz, postergando o debate nuclear, mas a oferta foi prontamente rejeitada por Trump. .