Os serviços de emergência relataram oito pessoas hospitalizadas. O primeiro-ministro australiano denunciou o evento como "chocante e devastador". "Meus pensamentos estão com todos os atingidos", acrescentou Anthony Albanese.
Uma testemunha, um turista britânico, disse à AFP que viu "dois homens armados com fuzis vestidos de preto" na praia, uma das mais famosas da Austrália, que estava lotada de turistas, banhistas e surfistas durante o fim de tarde de domingo, no horário local.
Segundo o Sydney Morning Herald, um dos suspeitos foi baleado pela polícia e outro foi preso. A polícia inicialmente anunciou um "incidente em andamento" na praia e ordenou que o público evitasse a área e "buscasse abrigo".
As emissoras Sky News e ABC transmitiram imagens mostrando pessoas caídas no chão e centenas correndo para sair do local, enquanto tiros e sirenes da polícia podiam ser ouvidos à distância.
"Vi pelo menos 10 pessoas no chão e sangue por toda parte", disse Harry Wilson, um morador de Sydney de 30 anos e testemunha do tiroteio, ao Sydney Morning Herald. "As imagens de Bondi são chocantes e aterrorizantes. Policiais e equipes de resgate estão no local salvando vidas", indicou o primeiro-ministro australiano.
Autoridades não confirmam que comunidade judaica foi alvo
Alex Ryvchin, codiretor-executivo do Conselho Executivo de Judeus Australianos, afirmou à Sky News que o tiroteio ocorreu durante uma celebração de Hanukkah na praia, iniciada ao anoitecer.
"Nossos irmãos e irmãs em Sydney foram atacados por terroristas vis em um ataque cruel contra judeus que foram à praia de Bondi para acender a primeira vela de Hanukkah", complementou o presidente israelense, Isaac Herzog.
As autoridades australianas não confirmaram oficialmente que o ataque teve como alvo específico a comunidade judaica, mas o chefe da Associação Judaica da Austrália o chamou de "uma tragédia que era totalmente previsível". O governo de Anthony Albanese "foi avisado repetidamente, mas não tomou medidas adequadas para proteger a comunidade judaica", disse Robert Gregory à AFP.
Com informações da AFP e Reuters