Terremoto no Japão mata ao menos duas pessoas após explosão em shopping e uma em desabamento de edifício

28 jul 2026 - 19h59

Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a província ‌de Kumamoto, no sul do Japão, nesta terça-feira, matando pelo menos duas pessoas após uma explosão que atingiu um shopping center e outra no desabamento de um prédio, além de deixar milhares de residências sem energia elétrica e causar danos nas estradas em toda a região.

O governo local informou na madrugada de quarta-feira (horário local) que equipes de resgate que trabalharam no local durante a noite retiraram oito pessoas do shopping center Aeon Mall Kumamoto, onde ocorreu a explosão após o terremoto.

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Dessas oito, duas mulheres na faixa dos 20 anos foram confirmadas como mortas, ⁠enquanto outra pessoa foi encontrada em parada cardiorrespiratória. As outras cinco ficaram feridas, mas as autoridades afirmaram que seu estado não oferecia risco de ‌vida.

Equipes de resgate de emergência do Corpo de Bombeiros, a polícia e membros da Força de Autodefesa trabalharam juntos no local durante a madrugada, concentrando as operações de busca nas áreas do prédio de onde foram recebidos pedidos de socorro.

Em declarações à imprensa em seu gabinete ‌em Tóquio nesta terça-feira, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, disse que as autoridades ainda estavam ‌avaliando a extensão total dos danos na área, que também foi devastada por um terremoto mortal há uma década.

"Já fomos informados ⁠de que há feridos. Ocorreram quedas de energia e incêndios em algumas áreas, além de danos em estradas e pontes e desabamentos de edifícios", disse Takaichi.

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Cerca de 300 mil pessoas foram orientadas a se dirigirem a centros de evacuação, enquanto réplicas continuavam a abalar a região na ilha de Kyushu, no sudoeste do Japão.

"COMO SE FOSSE CINZA VULCÂNICA CAINDO "

Um lado do shopping, que abriga cerca de 200 lojas, foi arrancado pela explosão, expondo vigas de aço e espalhando destroços pelo estacionamento, como mostram imagens.

Um porta-voz da Aeon , operadora do shopping, disse que clientes e funcionários ‌foram retirados logo após o terremoto inicial e que a causa exata da explosão que se seguiu ainda não estava clara. As autoridades estavam ‌investigando uma possível explosão de gás, informou a ⁠emissora NTV.

Kazuya Tsurunaga disse à TBS ⁠que ficou chocado com a explosão enquanto limpava pratos quebrados pelo terremoto dentro de um bar a cerca de 300 metros do shopping Aeon.

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"Foi um impacto ⁠enorme", disse ele. "Uma grande nuvem de fumaça se ergueu e, como o vento estava ‌soprando na direção da loja, a área ao ‌nosso redor parecia que cinzas vulcânicas estavam caindo."

Várias pessoas também estavam desaparecidas após o desabamento de uma chaminé na fábrica da Nippon Paper Industries em , informou a emissora NHK, enquanto dois hospitais estavam atendendo mais de 50 pessoas cada um, algumas em estado grave. Vários passageiros a bordo de trens de alta velocidade no momento do terremoto também ficaram feridos, informaram as operadoras.

EDIFÍCIOS EM ⁠CHAMAS

As autoridades estavam atendendo a vários incidentes em que prédios haviam desabado parcialmente ou pegado fogo. Uma pessoa morreu em um desabamento em uma cidade próxima ao epicentro, informou a TV Asahi.

Algumas estradas também ficaram gravemente danificadas, com grandes rachaduras cortando as principais rodovias, causando engarrafamentos. Os serviços ferroviários foram suspensos e os voos cancelados.

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A TSMC , maior fabricante mundial de chips por contrato, a Sony e a Fujifilm retiraram os funcionários de suas fábricas após o terremoto. A TSMC informou em comunicado na noite desta ‌terça-feira que suas instalações não foram afetadas e que as operações estavam sendo retomadas gradualmente.

No entanto, a Tokyo Electron , fabricante de equipamentos para chips, informou que suspenderia as operações em suas duas fábricas em Kumamoto até quarta-feira, enquanto a Honda anunciou que também paralisaria temporariamente sua fábrica ⁠de motocicletas na região.

O epicentro do terremoto foi a cerca de 20 km ao sul da cidade de Kumamoto, a maior cidade da região central de Kyushu, com uma população de cerca de 700 mil habitantes.

Os moradores das áreas que sentiram os tremores mais intensos devem permanecer em alerta por cerca de uma semana para a possibilidade de novos terremotos fortes, bem como para o risco de deslizamentos de terra, afirmou um representante da Agência Meteorológica do Japão.

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NENHUMA IRREGULARIDADE NAS USINAS NUCLEARES

Localizado no "Anel de Fogo" de vulcões e fossas oceânicas que circundam parcialmente a Bacia do Pacífico, o Japão é responsável por cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6,0 ou mais em todo o mundo.

A Kyushu Electric Power informou que 48 mil residências ficaram sem energia elétrica em consequência do último terremoto, enquanto a empresa ferroviária JR Kyushu informou que suspendeu os serviços, incluindo seus trens-bala de alta velocidade. O Aeroporto de Kumamoto fechou sua pista, e as companhias aéreas desviaram e cancelaram voos.

Não foram relatadas irregularidades nas usinas nucleares da região, informou a Autoridade de Regulamentação Nuclear do Japão.

Um grande terremoto em Kumamoto, há 10 anos, matou 275 pessoas e feriu outras 2.739, segundo dados oficiais, além de ter danificado milhares de edifícios.

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