Senado dos EUA vota para restaurar financiamento da segurança aeroportuária, mas disputa sobre imigração continua

27 mar 2026 - 10h53

O Senado dos Estados Unidos votou ‌na sexta-feira para pôr fim à paralisação parcial do governo que tem afetado os aeroportos de todo o país, embora não tenha resolvido a disputa sobre a aplicação da lei de imigração ⁠que motivou o impasse de seis semanas.

A legislação ‌vai restaurar o financiamento para a maior parte do Departamento de Segurança Interna (DHS), incluindo os ‌inspetores de segurança aeroportuários, os ‌funcionários de resposta a desastres e os ⁠membros da Guarda Costeira dos EUA, que trabalham sem remuneração desde meados de fevereiro. No entanto, não inclui novos limites para os agentes do DHS que executam a repressão à imigração do ‌presidente Donald Trump -- uma exigência fundamental dos democratas.

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A Câmara ‌dos Deputados, controlada ⁠pelos republicanos, ⁠também deve aprovar o projeto antes que Trump possa sancioná-lo.

A ⁠paralisação provocou longas ‌filas em muitos ‌aeroportos dos EUA, já que muitos agentes de segurança que ficaram sem pagamento pediram demissão ou faltaram alegando doença.

Os aeroportos de Houston e ⁠Atlanta informaram aos passageiros que deveriam esperar até quatro horas nos pontos de controle na sexta-feira, embora outros grandes aeroportos tenham relatado filas menores.

Os democratas bloquearam o ‌financiamento do DHS depois que agentes federais atiraram e mataram dois cidadãos norte-americanos em Minneapolis, usando ⁠a pouca influência que têm em Washington para tentar impor restrições a uma iniciativa de fiscalização da imigração que deportou milhares de pessoas e criou o caos nas cidades norte-americanas.

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A paralisação parcial do governo não afetou essa atividade, pois os dois órgãos responsáveis por realizá-la, Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e Proteção de Fronteiras, puderam contar com financiamento separado.

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