Senado dos EUA vota para avançar com financiamento de US$70 bilhões para agência imigratória e Patrulha de Fronteira

23 abr 2026 - 08h52

Os republicanos do Senado ‌dos Estados Unidos votaram nesta quinta-feira para avançar com um plano de US$70 bilhões para financiar a agência imigratória norte-americana ICE e a Patrulha de Fronteira para os próximos três anos, ignorando as exigências dos democratas por salvaguardas para os agentes de fiscalização da imigração e ⁠suas operações.

Os parlamentares votaram por 50 votos a 48 nas primeiras ‌horas desta madrugada para adotar a resolução orçamentária não vinculante e enviá-la à Câmara dos Deputados dos EUA, dando um passo crucial ‌em seus esforços para acabar com a ‌paralisação parcial que atinge o Departamento de Segurança Interna desde ⁠meados de fevereiro.

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Dois republicanos - os senadores Rand Paul e Lisa Murkowski - se opuseram à medida.

Se adotada pela Câmara, a resolução permitirá que os comitês do Congresso comecem a preencher os detalhes sobre como os US$70 bilhões serão gastos em uma legislação separada que o presidente norte-americano, ‌Donald Trump, teria que sancionar. O novo financiamento deverá ser executado durante ‌o mandato de Trump, ⁠que termina em ⁠janeiro de 2029.

Como os democratas se opõem firmemente à iniciativa de financiamento, os ⁠republicanos planejam empregar um procedimento raramente ‌utilizado, conhecido como reconciliação ‌orçamentária, na legislação separada, que permite que alguns projetos de lei relacionados ao orçamento contornem a oposição democrata no Senado.

Essas medidas exigem apenas uma maioria simples para aprovação na Casa de 100 ⁠membros, em vez da supermaioria usual de 60 votos ou mais. Os republicanos detêm uma maioria de 53 assentos a 47.

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O financiamento para a maior parte do Departamento de Segurança Interna acabou há mais de nove semanas, quando os ‌democratas pressionaram os republicanos e a Casa Branca a aceitar novas restrições ao ICE e à Patrulha de Fronteira, que operam sob ⁠a direção do Departamento.

Depois que dois cidadãos norte-americanos foram baleados fatalmente por agentes do ICE em Minneapolis, os democratas insistiram que o ICE e a Patrulha de Fronteira estivessem sujeitos às mesmas regras operacionais das forças policiais dos Estados Unidos, incluindo a exigência de que mandados judiciais fossem obtidos antes que os agentes pudessem entrar em residências particulares.

Mas semanas de negociações terminaram em um impasse.

Desde então, o Senado aprovou uma legislação para financiar as operações do Departamento de Segurança Interna que não o ICE e a Patrulha de Fronteira. Mas a medida foi paralisada na Câmara, onde os republicanos linha-dura exigiram financiamento para essas duas entidades também.

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