Rússia ataca Ucrânia com drones e mísseis, matando pelo menos 15 pessoas

7 out 2026 - 07h55
Resumo
Um ataque maciço da Rússia com cerca de 70 mísseis e dezenas de drones deixou ao menos 15 mortos e 40 feridos na Ucrânia. A ofensiva atingiu áreas industriais, prédios residenciais — incluindo um desabamento que vitimou crianças em Pryluky — e a infraestrutura energética, provocando cortes de luz. Diante do impacto dos mísseis balísticos russos, o presidente Volodymyr Zelenskiy reforçou a necessidade urgente de novos sistemas de defesa aérea Patriot para proteger o país.

A Rússia ‌bombardeou a Ucrânia com ondas de mísseis e drones na quarta-feira, matando pelo menos 15 pessoas e atingindo prédios residenciais, instalações industriais e infraestrutura, segundo autoridades ucranianas.

Um míssil russo atingiu um prédio de apartamentos na cidade de Pryluky, no norte do país, matando pelo menos nove pessoas, ⁠incluindo três crianças, disse o governador regional Vyacheslav Chaus.

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Dezenas de socorristas vasculhavam ‌os escombros no local onde várias seções do prédio de cinco andares desabaram, como mostrou um vídeo da Reuters.

Equipes de emergência usaram escadas ‌para chegar aos andares superiores do que restou ‌do prédio. Cerca de 40 pessoas ficaram feridas, disse o ⁠governador.

O presidente Volodymyr Zelenskiy disse que outras seis pessoas morreram em Kiev, Oleksandria e Kremenchuk durante o intenso ataque ocorrido durante a madrugada.

"Este foi um dos ataques mais vis: 70 mísseis no total, muitos deles balísticos", declarou Zelenskiy no aplicativo Telegram. "Um dos principais alvos foi nossa infraestrutura energética. ‌Os russos queriam causar um golpe doloroso e ostensivo."

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O Ministério da Defesa da ‌Rússia afirmou que suas ⁠forças realizaram um "ataque ⁠massivo" contra instalações militares e industriais em Kiev e em outras regiões ucranianas, utilizando ⁠armas de alta precisão lançadas por ‌terra, mar e ar, ‌bem como drones.

A Força Aérea da Ucrânia informou ter derrubado pouco mais de 80% dos 46 drones a jato lançados pela Rússia — um aumento acentuado em relação às últimas semanas, quando, em média, as ⁠defesas aéreas derrubavam de 50% a 60%.

Desde o verão no hemisfério norte, a Rússia vem utilizando um número cada vez maior desses novos drones de alta velocidade em ataques ininterruptos contra Kiev e outras cidades, sobrecarregando as defesas aéreas da Ucrânia, ‌que têm enfrentado dificuldades para lidar com a velocidade deles.

A Força Aérea não explicou o aumento na taxa de interceptação e não respondeu ⁠imediatamente aos pedidos de comentários.

Zelenskiy afirmou que os mísseis balísticos russos continuam sendo o principal desafio para a Ucrânia, acrescentando que ele e sua equipe estão "todos os dias em busca de sistemas Patriot (de interceptação de mísseis) que possam e devam proteger a vida das pessoas".

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O sistema Patriot, de fabricação norte-americana, é a única arma no arsenal da Ucrânia capaz de deter mísseis balísticos de alta velocidade, mas os escassos estoques globais foram esgotados pela guerra no Irã neste ano, bem como pelo conflito na Ucrânia.

O Ministério da Energia da Ucrânia informou que começou a implementar cortes parciais de energia de emergência em cinco regiões ucranianas devido aos ataques.

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