Rússia ataca Kiev após breve pausa para visita de enviados dos EUA, matando três pessoas

8 set 2026 - 08h12
(atualizado às 08h50)
Resumo
Após uma trégua de três dias motivada pela visita de enviados de paz dos EUA, a Rússia retomou os bombardeios contra a Ucrânia. O ataque maciço com drones e mísseis atingiu Kiev e outras oito regiões, matando três pessoas, ferindo 16 e danificando prédios, escolas e clínicas. O bombardeio ocorreu logo após a partida dos negociadores norte-americanos, levando o governo ucraniano a denunciar a agressão e a cobrar de seus aliados o fornecimento urgente de interceptores aéreos.

A Rússia bombardeou ‌Kiev com drones e mísseis na madrugada desta terça-feira, retomando seus ataques aéreos após uma breve pausa para a visita dos negociadores de paz dos EUA, matando três pessoas, segundo o prefeito Vitali Klitschko, e provocando incêndios por toda a capital da Ucrânia.

O ministro do Interior, Ivan Vyhivskyi, informou que 16 ⁠pessoas também ficaram feridas na cidade.

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O ataque danificou pelo menos 14 prédios, um ‌dormitório, uma escola, uma clínica, depósitos e outros locais, segundo autoridades.

"Kiev estava explodindo e pegando fogo", disse Katarina Mathernova, embaixadora da União Europeia na ‌Ucrânia.

A Rússia retomou seus ataques depois que os ‌enviados dos EUA, Jared Kushner e Steve Witkoff, deixaram Kiev no domingo, ⁠após conversas com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy, enquanto o governo Trump renova seus esforços para pôr fim à guerra de quatro anos e meio da Rússia na Ucrânia.

Eles chegaram após conversas em Moscou, após as quais o Kremlin afirmou que não descartava a retomada das negociações tripartites.

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Tanto Moscou quanto Kiev ‌suspenderam os ataques às respectivas capitais por três dias para garantir a segurança ‌dos negociadores de paz ⁠dos EUA.

"No momento em ⁠que os enviados de paz do presidente dos EUA partiram, (o presidente russo Vladimir) Putin ⁠lançou outro ataque massivo e terrível contra ‌Kiev", disse o ministro ‌das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, no X.

Sybiha instou os aliados a intensificarem a pressão sobre Moscou, bem como a fornecerem interceptores para derrubar mísseis balísticos, já que os estoques de Kiev desses mísseis estão ⁠criticamente baixos.

Antes das negociações, a Rússia havia intensificado os ataques aéreos contra Kiev e áreas vizinhas, passando a atacá-las praticamente 24 horas por dia, em vez de principalmente à noite, utilizando drones a jato mais velozes que mataram moradores e interromperam as atividades.

O Ministério ‌da Defesa russo afirmou que Moscou atingiu alvos militares e logísticos em Kiev e na região circundante, bem como no porto de Chornomorsk, no Mar ⁠Negro, segundo agências de notícias russas.

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Além de Kiev, outras oito regiões foram alvo dos ataques, disse o primeiro-ministro Sergii Koretskyi. Cerca de 100 pessoas foram retiradas depois que drones russos atingiram um trem na região de Sumy, no norte do país, afirmou ele.

Três pessoas ficaram feridas em um ataque a um mercado nos arredores da cidade portuária de Odessa, no Mar Negro, disse o governador.

"Foi um ataque complexo que os russos tentaram planejar para causar o máximo de danos possíveis à vida humana — mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e antimísseis navais, além de 'shaheds' movidos a jato", disse Zelenskiy no X.

Os mísseis balísticos ainda são "particularmente difíceis" de interceptar, segundo ele.

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