O papa Leão XIV renovou neste domingo (26) seu apelo contra os conflitos armados e afirmou que aqueles que fazem a guerra são "ladrões" que roubam da humanidade um "futuro de paz e tranquilidade".
As declarações foram dadas na esteira das críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chamou o pontífice americano de "fraco" por condenar o conflito no Oriente Médio, embora Robert Prevost tenha dito que não tem interesse em "debater" com o republicano.
"Não esqueçamos aqueles 'ladrões' que, saqueando os recursos da terra, combatendo guerras sangrentas ou alimentando o mal nas suas diversas formas, não fazem mais do que roubar a todos a possibilidade de um futuro de paz e tranquilidade", disse o Papa na oração Regina Caeli, no Vaticano.
Leão XIV também definiu como "ladrões" aqueles que sufocam a liberdade ou não respeitam a nossa dignidade", bem como as "convicções e preconceitos que nos impedem de ter um olhar sereno sobre os outros", as "ideias erradas que podem levar-nos a escolhas negativas" e os "estilos de vida superficiais ou marcados pelo consumismo".
O pontífice retornou recentemente de sua primeira viagem oficial à África, onde fez repetidos apelos contra as guerras, a depredação da natureza e as desigualdades sociais.