Israel volta a atacar o sul do Líbano após emitir ordens de evacuação, apesar de cessar-fogo com o Hezbollah

O Exército israelense iniciou novos ataques no sul do Líbano neste domingo (26), apesar do cessar‑fogo em vigor com o Hezbollah desde 17 de abril. A ofensiva ocorreu após a emissão de um alerta de evacuação para moradores de sete cidades e vilarejos da região.

26 abr 2026 - 10h54

De acordo com a agência de notícias estatal libanesa ANI, aviões de guerra israelenses realizaram um ataque contra a localidade de Kfar Tibnit, uma das áreas incluídas no aviso militar. A agência informou que houve relatos de vítimas, sem divulgar números ou detalhes adicionais.

Fumaça sobe após um ataque aéreo israelense à cidade de Zawtar El-Charqiyeh, no sul do Líbano, em 26 de abril de 2026.
Fumaça sobe após um ataque aéreo israelense à cidade de Zawtar El-Charqiyeh, no sul do Líbano, em 26 de abril de 2026.
Foto: AFP - - / RFI

Horas antes dos bombardeios, o Exército de Israel emitiu uma ordem de evacuação urgente direcionada aos moradores de Mifdoun, Shaqra, Yahmar al‑Shaqif, Arnoun, Zawtar El‑Charkiyeh, Zawtar El‑Gharbiyeh e Kfar Tibnit. O comunicado, publicado em árabe, advertiu a população a se deslocar para uma distância mínima de um quilômetro das áreas indicadas, sob risco iminente.

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Acordo frágil

Segundo o Exército israelense, os ataques foram motivados por "repetidas violações do cessar‑fogo por parte do Hezbollah", grupo pró‑Irã que atua no sul do Líbano. Pelos termos do acordo firmado em abril, Israel mantém o direito de continuar realizando operações militares contra o Hezbollah, mesmo durante o período de cessar‑fogo.

O primeiro‑ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reforçou essa posição ao afirmar que o Hezbollah estaria minando o acordo. Em mensagem de vídeo transmitida durante a reunião semanal do gabinete, Netanyahu declarou que as ações do grupo "desmantelam efetivamente o cessar‑fogo" e reiterou que Israel fará "o que for necessário para restabelecer a segurança".

Os novos ataques aumentam o risco de uma escalada mais ampla na fronteira entre Israel e Líbano, em meio a acusações mútuas de descumprimento do cessar‑fogo, poucas semanas após o acordo entrar em vigor.

Com AFP

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