Reino Unido impõe sanções a russos ligados a armas químicas usadas contra ativista

6 jul 2026 - 10h47
(atualizado às 11h47)

O Reino Unido impôs sanções ‌nesta segunda-feira a dois institutos de pesquisa russos e a altos funcionários que, segundo o país, estavam ligados ao programa de armas químicas de Moscou e envolvidos no desenvolvimento de toxinas usadas para envenenar o ativista da oposição russa Alexei ⁠Navalny.

As sanções, apresentadas pelo Reino Unido como uma forma de expor ‌e dissuadir o uso de armas químicas pela Rússia, ocorrem antes da cúpula da Otan em Ancara, capital da ‌Turquia, e após uma medida semelhante ‌tomada pela União Europeia.

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Em 2020, Navalny ficou gravemente doente ⁠durante um voo na Sibéria. Laboratórios ocidentais concluíram que ele havia sido envenenado com Novichok, uma classe de agentes nervosos de uso militar desenvolvidos durante a era soviética.

Em 2024, Navalny morreu após ser envenenado com epibatidina, uma toxina proveniente de sapos-flecha ‌venenosos, segundo afirmaram o Reino Unido e outros aliados europeus. ‌A Rússia negou as ⁠acusações de ⁠que estaria por trás da morte.

O governo britânico afirmou nesta segunda-feira que ⁠os sancionados estavam envolvidos no ‌desenvolvimento do agente Novichok ‌e da epibatidina.

A embaixada da Rússia em Londres não respondeu imediatamente a um pedido da Reuters por comentários sobre as novas sanções.

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A ministra das Relações Exteriores, Yvette Cooper, ⁠afirmou que o "uso repetido de armas químicas" pela Rússia constitui uma violação do direito internacional e uma ameaça à segurança global.

"Desde o uso de agentes nervosos Novichok em Salisbury até a epibatidina na Sibéria, ‌envenenando Dawn Sturgess e Alexei Navalny, a Rússia continua a usar meios bárbaros para infligir morte e sofrimento a civis ⁠inocentes, inclusive na Ucrânia", acrescentou.

O Novichok também foi usado no envenenamento, em 2018, do ex-agente duplo russo Sergei Skripal e de sua filha Yulia em Salisbury -- um ataque do qual eles sobreviveram, mas que levou à morte de uma civil, Sturgess, que havia entrado em contato com um recipiente descartado da substância.

Uma investigação pública britânica concluiu no ano passado que o presidente russo, Vladimir Putin, deve ter ordenado o ataque contra Skripal por agentes de inteligência.

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A Rússia sempre negou qualquer envolvimento nesse incidente, classificando as acusações como propaganda antirussa.

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