Quase 8.000 pessoas morreram ou desapareceram tentando migrar em 2025

21 abr 2026 - 09h46

Cerca de 8.000 ‌pessoas morreram ou desapareceram em rotas migratórias no ano passado, sendo as rotas marítimas para a Europa as mais mortais e muitas vítimas perdidas em "naufrágios invisíveis", disse uma agência ⁠da ONU nesta terça-feira.

"Esses números testemunham nosso ‌fracasso coletivo em evitar essas tragédias", disse Maria Moita, que dirige o departamento humanitário ‌e de resposta da Organização ‌Internacional para as Migrações, em uma ⁠coletiva de imprensa em Genebra.

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Embora o número de 7.904 pessoas mortas ou desaparecidas tenha caído em relação ao recorde histórico de 9.197 em 2024, a OIM disse que isso ‌se deveu em parte a 1.500 casos ‌suspeitos que não ⁠foram verificados ⁠devido a cortes na ajuda.

Mais de quatro em cada ⁠10 mortes ‌e desaparecimentos ocorreram em ‌rotas marítimas para a Europa. Muitos casos foram os chamados "naufrágios invisíveis", em que barcos inteiros se perdem no mar e ⁠nunca são encontrados, disse a OIM em um novo e assustador relatório.

A rota da África Ocidental para o norte foi responsável por 1.200 mortes, ‌enquanto a Ásia registrou um número recorde de mortes, incluindo centenas de refugiados Rohingya que ⁠fugiam da violência em Mianmar ou da miséria em campos de refugiados lotados em Bangladesh.

"As rotas estão mudando em resposta a conflitos, pressões climáticas e mudanças de políticas, mas os riscos ainda são muito reais", disse a diretora-geral da OIM, Amy Pope, em um comunicado. "Por trás desses números estão pessoas que fazem viagens perigosas e famílias que ficam esperando por notícias que talvez nunca cheguem."

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