Putin concorda sobre próximos passos com enviados dos EUA, mas Kremlin diz que território é fundamental

23 jan 2026 - 07h57

A Rússia anunciou que manterá conversações de segurança com os Estados Unidos e a Ucrânia em Abu Dhabi nesta sexta-feira, mas advertiu, após ‌uma reunião noturna entre o presidente Vladimir Putin e três enviados dos EUA, que ‌uma paz duradoura não seria possível a menos que as questões territoriais sejam resolvidas.

O assessor do Kremlin Yuri Ushakov disse aos repórteres que as conversas, que começaram pouco antes da meia-noite e duraram cerca de quatro horas, foram "substantivas, construtivas e muito ‍francas".

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Ele afirmou que o almirante russo Igor Kostyukov chefiará a equipe de Moscou na reunião trilateral sobre segurança, e o enviado de investimentos Kirill Dmitriev se reuniria separadamente sobre questões econômicas com Steve Witkoff, o enviado do ‌presidente Donald Trump.

Mas, ao delinear as próximas etapas, Ushakov não ‌chegou a anunciar nenhum grande avanço.

"O mais importante é que, durante essas conversas entre nosso presidente e os norte-americanos, foi reiterado que, sem resolver a questão territorial de acordo com a fórmula acordada em Anchorage, não há esperança de alcançar um acordo de longo prazo", disse ele, referindo-se à cúpula Trump-Putin do ano passado no Alasca.

Segundo Ushakov, Putin enfatizou que a Rússia está "sinceramente interessada" em uma solução diplomática.

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No entanto, ele acrescentou: "Até que isso seja alcançado, a Rússia continuará a perseguir consistentemente os objetivos da operação militar especial. Isso é especialmente verdadeiro no campo de batalha, onde as Forças Armadas russas detêm a iniciativa estratégica".

A Ucrânia está enfrentando o inverno mais difícil da guerra, à medida que a Rússia realiza ataques pesados com mísseis e drones em sua infraestrutura de energia. Com temperaturas muito abaixo de zero, centenas de milhares de pessoas em Kiev e ‌em outras cidades sofrem longos cortes de energia e ficam sem aquecimento.

A Ucrânia cita isso como prova de que Putin não tem interesse real na paz, o que Moscou contesta. A Ucrânia afirma que os avanços graduais da Rússia tiveram um custo enorme.

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