Os protestos no Irã, que acontecem desde o final de dezembro do ano passado, já deixaram ao menos 5 mil mortos, informou um funcionário do regime do país à agência de notícias Reuters. Os confrontos mais intensos, realizados em áreas curdas do país asiático, foram os mais violentos, de acordo com o funcionário, que não quis se identificar. Dos 5 mil mortos, cerca de 500 seriam agentes de segurança.
Um balanço do grupo de direitos humanos Hrana estimou que o número de mortos poderia chegar a 3.308, com outros 4.382 casos ainda sob análise. Desde o início das manifestações, 24 mil prisões teriam sido feitas. Neste sábado, 17, o aiatolá Ali Khamenei afirmou que é preciso punir a "espinha dorsal" dos protestos, indicando que iranianos que estivessem contra o regime e ativos na mobilização seriam condenados.
"Não pretendemos levar o país à guerra, mas não perdoaremos os criminosos domésticos", disse Khamenei a apoiadores em discurso transmitido pela televisão estatal iraniana. "Pela graça de Deus, a nação iraniana deve quebrar a espinha dorsal dos revoltosos, assim como quebrou a espinha da revolta", afirmou.
O ritmo dos protestos diminuiu nos últimos dias, com apenas uma manifestação registrada pela HRANA na quinta-feira. Ao todo, desde 28 de dezembro, foram contabilizados 618 atos em 187 cidades.