Em meio ao projeto de reforma eleitoral apresentado pelo governo da premiê da Itália, Giorgia Meloni, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (15) uma emenda que altera o sistema de votação para os cidadãos do país residentes no exterior.
O texto, que ainda precisa de aval do Senado, reduz as zonas eleitorais no exterior de quatro para duas na Câmara dos Deputados, sendo uma para a Europa e outra para os demais continentes, e para apenas uma para o Senado. A modificação foi aprovada por 203 votos a favor e 133 contra.
Posteriormente, outra emenda proposta pela maioria foi aprovada, dispensando a exigência de coleta de assinaturas no círculo eleitoral do exterior para qualquer partido que "possua um grupo parlamentar em pelo menos uma das Câmaras durante a legislatura em curso no momento da convocação das eleições ou que tenha apresentado candidatos sob sua própria sigla e conquistado ao menos uma cadeira em qualquer uma das Câmaras".
Atualmente, os italianos expatriados elegem oito deputados e quatro senadores em quatro circunscrições eleitorais: Europa (três deputados e um senador), América do Sul (dois deputados e um senador), América do Norte e Central (dois deputados e um senador) e África, Ásia, Oceania e Antártida (um deputado e um senador). Um deles é o deputado ítalo-brasileiro Fabio Porta.
No entanto, se a mudança se tornar definitiva, as comunidades italianas de algumas regiões no mundo podem não conseguir mais eleger representantes, já que tendem a prevalecer os candidatos ligados às circunscrições com mais eleitores, como a Europa.