Itália aprova lei que oferece novo futuro a familiares de mafiosos

Legislação apresentará alternativas legais para esposas e filhos de mafiosos

15 jul 2026 - 16h35
(atualizado às 16h46)

Um projeto de lei que busca oferecer alternativas de vida legais e produtivas a filhos e esposas de mafiosos foi aprovado pelo Senado da Itália nesta quarta-feira (15).

Legislação apresentará alternativas legais para esposas e filhos de mafiosos
Legislação apresentará alternativas legais para esposas e filhos de mafiosos
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A legislação, fruto de uma iniciativa de um juiz de uma vara da infância e da juventude na cidade siciliana de Catania, permitirá que filhos de mafiosos (até os 25 anos) e as companheiras desses homens abandonem a vida na máfia e construam um futuro dentro da legalidade, em vez de seguirem os passos de seus pais e parceiros no crime organizado.

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"O Parlamento transforma em lei um sonho que, por anos, parecia impossível. Esse sonho chama-se 'Livre para Escolher'. É uma lei forte e justa, nascida da coragem daqueles que decidiram romper com o destino que o crime tentava impor", disse Chiara Colosimo, presidente da Comissão Parlamentar Antimáfia.

O padre italiano Luigi Ciotti, que também é ativista antimáfia, avaliou que a aprovação da lei "nasceu da escuta, do sofrimento transformado em responsabilidade e da ideia de que o Estado deve estar presente justamente onde o crime pretende decidir o destino das pessoas".

"Penso nos rostos, nos olhares e nas histórias que encontrei ao longo dos anos. Histórias de dor, lágrimas e medo, mas também de uma sede extraordinária de liberdade. São elas que deram força a esta batalha. Hoje, não celebramos apenas a aprovação de uma lei; hoje, celebramos a vitória da liberdade", afirmou o religioso.

Ciotti, que lidera os grupos antimáfia Libera e Gruppo Abele, também lembrou o falecido papa Francisco, que havia encorajado algumas mulheres nessa situação.

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"Alguns meses antes de sua morte, o papa Francisco encontrou-se no Vaticano com uma delegação de mulheres que haviam passado por experiências de vida semelhantes. Ele as encorajou, dizendo que não estavam sozinhas. Hoje, essas palavras ganham ainda mais força, e tenho certeza de que Francisco está sorrindo conosco", concluiu. .

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