Presidente do México intensifica retórica contra EUA e ataques da extrema direita

1 jun 2026 - 15h45

‌A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse nesta segunda-feira que os setores de extrema direita dos Estados Unidos estão se coordenando com grupos domésticos para atacar seu governo, aumentando sua retórica contra o maior parceiro comercial mexicano.

Os ⁠comentários foram feitos após um comício no fim de ‌semana em que Sheinbaum denunciou a suposta interferência de agências governamentais e interesses comerciais dos EUA.

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"Acredito que são ‌setores da extrema direita nos ‌Estados Unidos que querem um relacionamento ruim com ⁠o México" por causa de diferenças "ideológicas", disse Sheinbaum em uma coletiva de imprensa.

A presidente de esquerda afirmou ainda que não acredita que os ataques estejam sendo orquestrados por seu colega norte-americano, Donald Trump.

As relações entre as duas ‌nações têm sido tensas desde que Trump iniciou seu ‌segundo mandato e foram ⁠alimentadas por ⁠disputas sobre tarifas e políticas de imigração.

As tensões aumentaram em abril ⁠depois que o Departamento ‌de Justiça dos EUA ‌indiciou dez autoridades mexicanas, incluindo o governador de Sinaloa, Ruben Rocha, do partido governista Morena, por supostas ligações com o tráfico de medicamentos.

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Após as acusações ⁠dos EUA contra os políticos do Morena, Sheinbaum intensificou seus apelos para proteger a soberania nacional.

"Quem decide no México, as agências estrangeiras ou o povo?", perguntou Sheinbaum a seus apoiadores no ‌domingo, em um evento para comemorar o segundo aniversário de sua vitória presidencial em 2024. "Vamos defender a soberania ⁠e a independência do México."

Na semana passada, o Congresso mexicano aprovou uma emenda constitucional que permite a anulação das eleições em caso de "interferência estrangeira."

Os líderes da oposição criticaram a legislação como um pretexto para realizar novas eleições se os resultados forem desfavoráveis ao partido no poder.

Apesar do atrito diplomático, a posição interna de Sheinbaum continua forte. Uma pesquisa publicada pelo jornal El Financiero mostrou que seu índice de aprovação é de 69%, revertendo um leve declínio que começou em março.

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