O presidente e CEO do Fórum Econômico Mundial de Davos, Borge Brende, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (26), após seu nome ter sido ligado ao pedófilo Jeffrey Epstein, falecido em 2019.
As informações são da Reuters, que destacou que a decisão ocorre algumas semanas depois de Davos ter iniciado uma investigação independente sobre as relações do dirigente com o criminoso.
Brende, que chegou à presidência do fórum em 2017, se demitiu após documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelarem que o norueguês teve três jantares de negócios com Epstein e também se comunicou com o financista por e-mail e mensagem de texto.
"Após cuidadosa reflexão, decidi renunciar ao cargo de presidente e CEO do Fórum Econômico Mundial. Meu tempo aqui, ao longo de oito anos e meio, foi profundamente gratificante. Acredito que agora é o momento certo para o fórum continuar seu importante trabalho sem distrações", disse Brende, sem citar Epstein.
Em uma declaração separada, Andre Hoffmann e Larry Fink, copresidentes do evento em Davos, disseram que a investigação independente conduzida por consultores externos sobre os laços de Brende com Epstein havia sido concluída.
Segundo a Reuters, as conclusões confirmaram que "não havia preocupações adicionais além daquelas que já tinham sido divulgadas".