Presidente do Chile registra maior desaprovação de seu mandato

José Antonio Kast está no comando do país há aproximadamente 7 meses

5 out 2026 - 16h48
(atualizado às 16h53)
Resumo
O presidente do Chile, José Antonio Kast, atingiu o maior índice de desaprovação em quase sete meses de mandato, com rejeição variando entre 60% e 63% e aprovação em torno de 30%, segundo as consultorias Cadem, Criteria e Black & White. O cenário negativo decorre da retração econômica e do desemprego próximo a 10%, que afeta cerca de um milhão de pessoas, ofuscando medidas como a apresentação da Lei do Orçamento de 2027 e do plano emergencial de trabalho em meio a projeções pessimistas.

O presidente do Chile, José Antonio Kast, encerrou mais uma semana com baixos índices de aprovação, apesar de seu protagonismo na apresentação da Lei do Orçamento de 2027 e no lançamento do plano de emergência trabalhista para enfrentar o alto desemprego no país.

Estudantes e sindicatos protestam no Chile contra a administração de Kast
Estudantes e sindicatos protestam no Chile contra a administração de Kast
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

As pesquisas de opinião também apontaram os índices de desaprovação mais altos em seus quase sete meses de mandato. A pesquisa Plaza Pública, da empresa Cadem, revelou que a rejeição ao governo chegou a 63%, o maior índice desde o início da gestão, enquanto a aprovação caiu para 32%, recuo de quatro pontos em relação à medição anterior.

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A mesma tendência foi observada no levantamento da consultoria Criteria, que apontou desaprovação de 60% e aprovação de 30% ao mandatário. Já segundo a pesquisa da Black & White, apenas 28% dos entrevistados aprovam a condução do governo, contra 62% que a rejeitam.

Um dado divergente nas pesquisas aponta que a aprovação ao presidente oscila significativamente conforme a faixa etária do eleitorado.

Os números refletem o período de retração e deterioração da situação econômica do país, marcado por meses de atividade negativa e por uma taxa de desemprego que se aproxima de 10%, somando cerca de um milhão de desempregados.

De acordo com a Criteria, 62% dos entrevistados acreditam que a situação econômica do Chile piorou nos últimos seis meses, enquanto apenas 8% veem melhora. Além disso, 49% projetam um cenário econômico ainda mais adverso para o próximo semestre.

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