Presidente de Cuba diz estar 'preparado' para possível conflito com EUA

'Não queremos guerra e não somos uma ameaça', frisou Díaz-Canel

22 abr 2026 - 09h41

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou que apesar de Havana não querer um confronto com os Estados Unidos, o país está pronto para enfrentar as ameaças de Donald Trump.

    "Cuba não representa uma ameaça à segurança dos EUA, que sempre desempenharam o papel de agressor, e Havana, o de ilha atacada", declarou Díaz-Canel durante uma entrevista exclusiva ao fundador da Opera Mundi, Breno Altman.

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    Por esse motivo, o chefe de Estado destacou que o país caribenho "sempre teve que se preparar para o perigo iminente de agressão militar [americana], que se manifestou em diferentes níveis, sob diferentes governos estadunidenses, em diferentes momentos no contexto internacional e regional".

    Para Díaz-Canel, no cenário atual, "é possível" que Trump tente atacar Cuba.

    "Devemos nos preparar para que não haja surpresas nem derrotas. Não promovemos a guerra, não a incentivamos, mas não a tememos se for necessário para defender a revolução, a soberania e a independência do país", acrescentou o líder cubano.

    Em 3 de janeiro, os EUA capturaram Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, principal aliado de Cuba. Desde então, o governo Trump aumentou a pressão sobre a ilha e endureceu o embargo de petróleo a Havana, o que agravou a crise econômica e energética na ilha.

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    Segundo Trump, Cuba é o "próximo" alvo de sua lista, depois da deposição de Maduro e dos ataques ao Irã.

    No sábado (18), Brasil, Espanha e México expressaram preocupação com a "situação dramática" em Havana e pediram um "diálogo sincero e respeitoso" entre as partes. .

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